- O Presidente da República, António José Seguro, alertou para um contexto internacional exigente e defendeu reforçar e modernizar as Forças Armadas, mantendo o investimento nas áreas sociais.
- Em Santarém, na cerimónia de apresentação das Forças Armadas ao novo chefe de Estado, chamou a atenção para a mutação do panorama global, com conflitos na Europa e no Médio Oriente.
- Defendeu que Portugal cumpra compromissos da União Europeia e da NATO com investimento, modernização e reforço de capacidades, incluindo a indústria nacional.
- A modernização deve ser séria, equilibrada e criar emprego qualificado, promovendo inovação tecnológica e o sistema científico nacional.
- Enfatizou a importância dos recursos humanos, defendendo carreira militar mais atrativa, previsibilidade e dignidade, e referiu o simbolismo de Santarém e o papel das tropas portuguesas em missões no estrangeiro.
O presidente da República, António José Seguro, destacou num discurso em Santarém a necessidade de reforçar e modernizar as Forças Armadas face a um contexto internacional exigente. O encontro de apresentação ocorreu no jardim da Liberdade, com o objetivo de ligar defesa a compromissos sociais.
Seguro afirmou que a guerra na Ucrânia alterou a perceção de segurança coletiva e que Portugal deve acompanhar compromissos com a UE e a NATO, mantendo investimento, modernização e reforço de capacidades. O foco é a defesa aliada a áreas sociais.
O chefe de Estado alertou para um quadro de mutações profundas e fragmentação política, apontando para impactos diretos da violence internacional na Europa e no Médio Oriente. O objetivo é manter a soberania nacional com políticas consistentes.
Investimento inteligente na Defesa
A modernização deve implicar a participação da indústria nacional, criação de empregos qualificados e estímulo à inovação tecnológica. Seguro defendeu um sistema de aplicação dual que fortaleça a posição tecnológica de Portugal, equilibrando necessidades nacionais.
O Presidente sublinhou que a reforma deve ser séria e estável, articulando-se com outras áreas do país, especialmente as sociais. O investimento em Defesa deve também potenciar o sistema científico português, segundo a leitura do Comandante Supremo.
Recursos humanos como pilar essencial
Seguro enfatizou a importância de tornar a carreira militar mais atrativa, valorizando carreiras e assegurando previsibilidade e dignidade aos profissionais. “Não há Forças Armadas sem recursos humanos” foi uma síntese repetida, segundo o Presidente.
Foi ainda defendida a permanência de quadros e o aumento da motivação interna, com medidas para atrair jovens para as fileiras. O papel dos militares como pilar da democracia foi destacado, sob a Constituição.
Santarém foi apresentada como palco simbólico, com referência a Salgueiro Maia, cuja liderança no 25 de Abril foi associada a integridade e dever. A cerimónia elogiou também o contributo das tropas portuguesas em missões no exterior.
As declarações foram encabeçadas pela defesa de maior investimento na Defesa, incluindo a participação da indústria nacional, o reforço de capacidades e a resposta a riscos crescentes de segurança internacional. A cerimónia destacou missões da NATO, UE, ONU e CPLP.
Entre na conversa da comunidade