- A Câmara do Entroncamento assinou um protocolo com a Polícia de Segurança Pública para implementar um sistema de videovigilância com 55 câmaras, num investimento de cerca de 200 mil euros.
- O objetivo é reforçar a segurança e prevenir a criminalidade no concelho, sem substituir o policiamento, funcionando como complemento ao trabalho da PSP.
- A implementação depende de parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) e deverá ficar concluída em cerca de cinco meses após a aprovação requerida.
- As câmaras vão ficar principalmente no centro histórico, bem como em entradas e saídas da cidade e áreas de maior afluência, com gestão partilhada entre a Administração Interna (componentes tecnológica) e o município (manutenção).
- O autarca referiu que a videovigilância é parte de uma estratégia mais ampla de segurança urbana, que inclui a criação de uma polícia municipal e a requalificação da antiga sede da PSP para acolher serviços de proteção civil e fiscalização.
A Câmara do Entroncamento confirmou, nesta terça-feira, um protocolo com a PSP para implementar um sistema de videovigilância com 55 câmaras. O investimento ronda os 200 mil euros e visa reforçar a segurança e prevenir a criminalidade no concelho. O acordo envolve cooperação entre o município e a Polícia de Segurança Pública.
O protocolo define as bases para utilização e manutenção do sistema, ainda dependente de parecer da CNPD. A implementação deverá ficar concluída em cerca de cinco meses, após aprovação regulatória, concurso público e adjudicação.
O mapa técnico foi definido em parceria com a PSP, incidindo em locais sensíveis como o centro histórico, entradas e saídas da cidade e zonas de maior afluência. Inicialmente seriam 14 câmaras, mas passaram a 55, para ampliar cobertura.
A gestão é partilhada: a componente tecnológica é da tutela da Administração Interna, enquanto a manutenção cabe ao município. O objetivo é aumentar a perceção de segurança e apoiar as forças de segurança.
À Lusa, o presidente da Câmara, Nelson Cunha, reiterou que o sistema não substitui o policiamento, funcionando como reforço à confiança da população. Cunha é eleito pelo Chega e está no 1º mandato desde outubro de 2025.
A autarquia espera que a videovigilância contribua para a dissuasão de ilícitos e para a proteção de pessoas e bens. O projeto integra uma estratégia de segurança urbana mais ampla, com planos para uma futura polícia municipal.
O sistema já esteve em fase de testes em 2023 e evoluiu para uma solução de maior escala. A Câmara destaca que a decisão se alinha com objetivos de vigilância estratégica do concelho. A CNPD ainda precisa emitir parecer.
Fonte: Lusa.
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