A Guarda Nacional Republicana (GNR) divulga números que refletem a evolução da micromobilidade em Portugal. Nos últimos sete anos, foram registados 1.900 acidentes na via pública envolvendo trotinetes eléctricas, com um saldo de 10 mortes. Até 28 de fevereiro deste ano, foram contabilizados 72 acidentes desde o início de 2025.
O distrito de Setúbal registou o maior número de vítimas mortais (3) nos últimos sete anos, enquanto o distrito de Santarém registou 14 feridos graves. Entre os feridos, o total de feridos graves ao longo do período ascende a 88 e o de feridos ligeiros a 1.442, com um máximo de 548 em 2024.
Causas e ações da GNR
Os dados apontam como principais causas a circulação em locais indevidos (passeios), o não cumprimento da sinalização e a falta de uso de dispositivos de segurança. A GNR tem vindo a realizar ações de fiscalização direcionadas para jovens e utilizadores de trotinete, com foco na condução defensiva.
Recomendações e enquadramento legal
As trotinetes elétricas são equiparadas a velocípedes e devem cumprir as regras do Código da Estrada. É recomendado o uso de capacete, retrorrefletor e verificação de luzes frontais brancas e traseiras vermelhas. Circulação nos passeios é proibida; usar ciclovias ou, na ausência, a faixa de rodagem junto à berma.
Regras de funcionamento e segurança
Os utilizadores devem evitar manobras bruscas e sinalizar alterações de direção com o braço. Os condutores estão sujeitos às mesmas taxas de álcool que os motoristas. As trotinetes destinam-se ao transporte de apenas uma pessoa, reforçando a necessidade de responsabilidade e respeito pelas regras.
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