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Casos de tortura por agentes abalam a Polícia de Segurança Pública

Caso de tortura na Esquadra do Rato pode arrastar cerca de setenta colegas para investigações, com abertura de vários processos disciplinares

Caso de tortura na PSP pode alastrar-se a centenas de agentes
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  • Sete agentes da Polícia de Segurança Pública estão em prisão preventiva por tortura grave, violação consumada e tentada, abuso de poder e ofensas à integridade física graves, ocorridos na Esquadra do Rato, em Lisboa.
  • A investigação pode envolver cerca de setenta colegas de várias esquadras e até alguns com patente de chefe, com vídeos e fotos a circularem sem denúncias anteriores.
  • Em reação, a PSP abriu sete processos disciplinares e disse repudiar qualquer conduta que viole princípios, acionando diligências sob coordenação do Ministério Público.
  • O inspetor-geral da Administração Interna classificou os processos como prioritários, para serem tratados de forma mais célere devido à relevância.
  • No total, já são nove agentes detidos por suspeitas de tortura, com processos criminais e disciplinares em curso.

Sete agentes da PSP ficaram em prisão preventiva por suspeitas de tortura grave, violação consumada e tentada, abuso de poder, detenção de arma proibida e ofensas à integridade física graves. Os factos ocorreram na Esquadra do Rato, em Lisboa, no dia 4 de março. A prisão justifica-se pelo risco de continuação da atividade criminosa, perturbação da ordem pública e preservação de provas.

A investigação aponta para a existência de vídeos e fotografias partilhados em grupos de mensagens entre vários agentes. O processo está em segredo de justiça e pode abranger cerca de 70 colegas de várias esquadras, incluindo potenciais chefias, conforme informações recolhidas pela imprensa.

Na sequência do caso, o Comando Metropolitano de Lisboa abriu sete processos disciplinares. A PSP afirma repudiar qualquer conduta que contrarie princípios institucionais e acrescenta que, assim que teve conhecimento dos factos, denunciou, investigou e colaborou com o Ministério Público.

Investigação em curso

O departamento de IGAI descreveu os processos como prioritários, com tratamento célere devido à sua relevância. Para além dos sete agentes detidos, outros dois elementos da PSP permanecem em prisão preventiva por crimes semelhantes na mesma esquadra, com ligações a operações anteriores.

Estes dois casos remontam a ações preparatórias de busca a várias esquadras da capital, envolvendo alegadas práticas de tortura, ofensas graves e outros ilícitos. O Ministério Público já comunicou que a PSP denunciou os factos, dando início às diligências legais.

O sindicato SINAPOL alerta para impactos reputacionais na PSP e defende que, se confirmadas as acusações, não devem haver lugar para quem violar padrões éticos. O sindicalista ressalva que a justiça deverá apurar responsabilidades e que a entrada na polícia tem vindo a sofrer alterações no recrutamento.

O ministro da Administração Interna sublinha que a esmagadora maioria dos profissionais serve Portugal com integridade. Reforça que a denúncia partiu internamente, demonstrando mecanismos de controlo e prevenção em funcionamento.

No contexto, o processo de admissão na PSP tem passado por mudanças para ampliar o recrutamento, incluindo aumento da idade de entrada e eliminação de barreiras físicas, com o objetivo de responder a vagas e a atratividade da carreira.

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