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IA contra IA e ameaça quântica marcam o futuro da cibersegurança, segundo a Thales

Thales alerta para IA contra IA e risco quântico, com regulação europeia de cibersegurança em 2027 e atualizações remotas de eSIM para proteger dados hoje

Logótipo da Thales é exibido durante visita à fábrica de radares da empresa pelos ministros da Defesa francês Sébastien Lecornu e ucraniano Oleksii Reznikov, em Limou
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  • A Thales, no Mobile World Congress em Barcelona, alertou para ataques ciberinformáticos cada vez mais prováveis a infraestruturas críticas, como ministérios e hospitais, num mundo hiperligado.
  • Eva Rudin disse que aumentar a conectividade aumenta a superfície de ataque e que é necessária uma conectividade de confiança para proteger as atividades diárias.
  • A IA está a acelerar as ameaças, com atacantes a identificar vulnerabilidades com maior velocidade; a Thales pretende responder com IA contra IA para melhorar proteção e resposta.
  • Além das infraestruturas, a empresa destacou riscos nos dispositivos domésticos, onde muitos aparelhos não têm proteções robustas de cibersegurança.
  • Medidas regulatórias, como o Regulamento de Ciber-resiliência da União Europeia a entrar em vigor em 2027, são consideradas essenciais para impor requisitos de segurança a dispositivos conectados.
  • A Thales mostrou já ser possível atualizar, remotamente, cartões eSIM com criptografia resistente à computação quântica (crypto agility), sem novo hardware, para proteger dados hoje.

A Thales esteve no Mobile World Congress, em Barcelona, para debater as ameaças atuais da cibersegurança e o papel da IA na defesa. Em conversa com a Euronews Next, a empresa reforçou que ataques a infraestruturas críticas, como ministérios e hospitais, são cada vez mais prováveis num mundo hiperligado. O foco é reduzir a superfície de ataque criada pelo aumento de dispositivos conectados.

A executiva destacou que, à medida que surgem mais pontos de conectividade, aumenta o risco de compromisso de dados. O objetivo é criar uma conectividade de confiança, para que as pessoas se sintam protegidas no quotidiano. A IA é vista pela Thales tanto como ameaça quanto como ferramenta de proteção.

Rudin explicou que atacantes com IA podem identificar e explorar vulnerabilidades com rapidez superior à humana. A empresa defende uma abordagem de IA contra IA, aplicando aprendizagem automática para acompanhar adversários que também recorrem a IA. Também sublinhou que nem tudo é negativo na IA, pois pode fortalecer a resposta e a proteção.

A questão não fica apenas nas infraestruturas críticas. Dispositivos domésticos, como colunas inteligentes e câmaras, também apresentam riscos de cibersegurança, segundo a responsável. Sem conhecimentos técnicos, fica difícil distinguir em que dispositivos confiar.

Regulamentação como resposta

A Thales defende uma resposta regulatória, destacando o Regulamento Ciber-resiliência da UE, que entrará em vigor em 2027. Segundo a empresa, a norma estabelecerá requisitos de segurança para dispositivos conectados vendidos na União Europeia, fortalecendo a proteção pública.

A necessidade de regulação internacional também foi realçada, devido ao risco de ataques coordenados a redes elétricas, por exemplo, com contadores inteligentes. A guerra na Ucrânia é citada como exemplo de vulnerabilidade de infraestrutura civil a ataques informáticos.

Relógio quântico

O desafio mais imediato envolve a existência de um ponto de viragem técnico, designado Q-Day, em que um computador quântico suficientemente poderoso pode comprometer sistemas de encriptação. A Thales alerta para o risco de dados governamentais e empresariais estarem em risco se não houver preparação.

A incerteza relacionada com o momento de chegada de computadores quânticos torna urgente a integração de segurança resistente à computação quântica nas infraestruturas que demandam várias décadas de vida útil. Um exemplo utilizado é a duração de um veículo moderno antes de se tornar obsoleto.

A técnica de recolha hoje e decifração depois, já utilizada por atores estatais, aumenta a pressão para migração para criptografia quântica segura. Segredos de defesa e dados pessoais com validade prolongada estão entre os principais alvos.

Proteção de dados hoje

A Thales mostrou que é possível atualizar a segurança de cartões SIM e eSIM remotamente, sem hardware adicional, com algoritmos resistentes à computação quântica. A prática, designada crypto agility, permite substituir criptografia vulnerável de forma over-the-air.

A empresa assegura possuir uma estratégia para todas as suas soluções de software, alinhada com normas industriais emergentes, para a transição para criptografia quântica. Matemáticos da Thales contribuem para o desenvolvimento de algoritmos de próxima geração.

A mensagem central é clara: os dados devem ser protegidos já, pois a janela para substituir algoritmos antes da era quântica é limitada. A especialista enfatizou que o setor precisa avançar nesse sentido sem atrasos.

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