Num briefing com a Euronews e outros meios, um alto funcionário dos Emirados Árabes Unidos descreveu a resposta do país aos ataques do Irão, destacando a defesa do território, o apoio internacional e a perspetiva de reconstrução de relações ao longo de décadas.
O governante não revelou planos secretos, mas indicou que os EAU estiveram a preparar-se para cenários de instabilidade há muito tempo. As medidas incluem reservas alimentares, fortalecimento de instalações e capacidades logísticas para enfrentar emergências.
Apesar da preparação, o impacto dos ataques foi inesperado. O responsável afirmou que oIrão parece ter subestimado a capacidade das defesas regionais, especialmente a defesa aérea liderada pelos EAU.
Os Emirados continuam a defender a população e a infraestrutura, procurando conter o conflito e evitar uma escalada que afete toda a região, mantendo canais de comunicação com parceiros internacionais.
A cooperação com aliados é apresentada como essencial. O funcionário elogiou o envolvimento francês, descrevendo a presença de Rafales e participação em patrulhas aéreas que incluem neutralização de drones e mísseis, em ações já observadas em crises anteriores.
No plano interno, as autoridades destacam que a prioridade é a proteção do país, com a economia e a vida quotidiana a permanecerem estáveis durante a crise.
O responsável também destacou a distinção entre o governo iraniano e o povo iraniano, reiterando que a relação entre os EUA, os países do Golfo e o Irão pode exigir tempo para normalizar, dependendo de futuros desenvolvimentos regionais.
O comentário sobre o longer-term impacto aponta para um fosso de confiança significativo que poderá perdurar décadas, mesmo após o fim oficial do conflito, conforme a leitura do alto funcionário.
Por fim, as autoridades mantêm a confiança nos fundamentos económicos e sociais dos EAU, argumentando que o país continua atrativo para negócios, com um ambiente fiscal estável e uma economia dinâmica, fatores que deverão sustentar a resiliência no pós-crise.
Para as próximas semanas, o foco permanece na defesa e na prevenção de nova escalada, mantendo a estabilidade interna e o controle da situação regional.
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