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Europa fica atrás na Internet e na cloud, segundo estudo

De Bruycker afirma que manter dados integralmente na UE é inviável; propõe modelo europeu de cibersegurança semelhante à Airbus, após cinco ondas de DDoS

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“A Europa perdeu na Internet e na cloud”
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  • Miguel De Bruycker, diretor do Centre for Cybersecurity Belgium, afirma que é impossível manter dados inteiramente dentro da UE sob as condições atuais, devido à dominância de empresas norte-americanas.
  • Propõe um modelo europeu de cibersegurança semelhante ao da Airbus, apoiando iniciativas privadas com escala europeia.
  • Citam-se fornecedores europeus como OVHcloud e Schwarz Digital como exemplos locais, ainda sem a escala dos operadores globais.
  • Entre 2022 e 2023, ocorreram cinco vagas de ataques DDoS atribuídos a hacktivistas russos, com impacto temporário e não estrutural.
  • De Bruycker critica o AI Act e defende maior envolvimento estatal para promover capacidades próprias, mantendo cooperação com empresas norte-americanas na defesa cibernética.

O responsável máximo pela cibersegurança belga, Miguel De Bruycker, disse ao Financial Times que a Europa perdeu controlo sobre a infraestrutura digital. A entrevista destaca a dependência de empresas norte-americanas para armazenar dados e proteger redes.

De Bruycker sustenta ser impróprio acreditar que os dados possam ficar integralmente na União Europeia, dado o domínio de infraestruturas por empresas externas. A ausência de soberania tecnológica é apresentada como desafio estratégico.

A defesa cibernética europeia depende, em grande parte, da cooperação com empresas privadas, maioritariamente dos EUA, o que, segundo o dirigente, não é invenção de problema imediato mas tem consequências para a autonomia.

Proposta europeia em cibersegurança

O dirigente defende um modelo europeu semelhante ao da Airbus, para reforçar capacidades próprias em cloud e IA. Propõe apoio estatal a iniciativas privadas, com foco na escala e na aquisição de infraestruturas críticas.

Fornecedores europeus como OVHcloud (França) e Schwarz Digital (Alemanha) são citados como exemplos locais, ainda que com escala aquém dos grandes operadores globais. A soberania digital continua a ser tema de debate europeu.

A Bélgica tem estado na mira de ataques híbridos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Em 2022-2023 ocorreram cinco ciclos prolongados de DDoS que afetaram dezenas de organizações por dia.

Os ataques focam-se na interrupção de serviços online e não na obtenção de dados. Embora o impacto seja temporário, o episódio mantém o debate sobre defesa digital e a resiliência de serviços públicos e privados.

De Bruycker explica que grandes operadoras de cloud norte-americanas desempenharam papel decisivo na recuperação de dados após ataques. A cooperação com estas empresas permanece, apesar de incertezas políticas.

O responsável belga afirma manter a cooperação com companhias tecnológicas dos EUA para combater atividades maliciosas, mesmo com sinais de menor compromisso norte-americano com a segurança europeia.

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