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EUA apelam à contenção diante da escalada da violência no Iémen

Secretário de Estado dos EUA apelou à contenção diante da escalada no Iémen, enquanto o governo reconhecido pede apoio militar para Hadramawt e aumentam as tensões entre aliados

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EUA apelam à contenção face a escalada da violência no Iémen
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  • O secretário de Estado dos EUA pediu contenção e diplomacia face à escalada de violência no Iémen, sem tomar partido entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.
  • O Governo iemenita reconhecido internacionalmente solicitou à coligação liderada pela Arábia Saudita medidas militares para apoiar as suas forças em Hadramawt, para proteger civis e restabelecer a calma.
  • Mais de 15.000 combatentes apoiados pela Arábia Saudita estão concentrados ao longo da fronteira com o Iémen.
  • Os separatistas do Conselho de Transição do Sul acusam ataques sauditas e aumentam as acusações entre Riade e os EAU, refletindo tensões regionais.
  • A situação mantém-se tensa, com combates, ataques aéreos e disputas sobre o controlo de governâncias no sul, incluindo Áden como centro político.

O secretário de Estado dos EUA pediu contenção face à escalada da violência no Iémen, sem favorecer Arábia Saudita ou Emirados Árabes Unidos. Washington quer manter a diplomacia para uma solução duradoura, segundo comunicado de Marco Rubio.

O Governo iemenita reconhecido internacionalmente pediu à coligação liderada pela Arábia Saudita medidas militares para apoiar as suas forças em Hadramawt, território recentemente tomado por separatistas, para proteger civis e restabelecer a calma, conforme a agência Saba.

Mais de 15.000 combatentes apoiados pela Arábia Saudita estiveram reunidos na orla fronteiriça com o Iémen, perto dos territórios tomados pelos separatistas no mês passado, afirmou um responsável militar citado pela AFP.

Tensão entre sauditas e separatistas

Os separatistas do Conselho de Transição do Sul, apoiados pelos Emirados Árabes Unidos, acusaram Riyade de ataques aéreos após ordens de retirada de suas posições. A situação agrava a relação entre parceiros na região.

Os separatistas indicaram que não recuarão no objetivo de restabelecer os direitos do sul. A Associated Press não confirmou feridos nos ataques, cuja violência aumenta o risco para a coligação que combate os Huthis no Norte.

Mudança no mapa político do sul

Quinta-feira, a Arábia Saudita pediu aos separatistas do sul para se afastarem dos dois governos recém-conticionados. Em Áden, manifestantes apoiaram a ideia de uma separação histórica do Iémen do Sul, evocando o período 1967-1990.

Áden, já desde 2014 a sede do governo reconhecido internacionalmente, continua a ser o centro político, com controvérsia crescente entre poder regional e alianças militares.

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