- Um pescador contratado para recolher amostras enganou o IPMA durante anos, para que a apanha da amêijoa fosse permitida.
- As análises do inquérito detetaram níveis de toxicidade, metais pesados e bactérias perigosas para a saúde.
- A apanha foi proibida em janeiro.
- O Ministério Público indica 348 internações hospitalares em Portugal, Alemanha, Suécia, Irlanda e Grécia devido ao consumo de amêijoa do Tejo contaminada com Salmonella e E. coli.
- A amêijoa contaminada não era apta para transformação em farinhas ou conservas para animais, mas entrou no mercado de consumo humano com a designação falsa de amêijoa limpa do Estuário do Sado.
O que aconteceu envolve um pescador contratado para recolher amostras de bivalves, que, segundo a acusação, enganou o IPMA ao longo de anos para manter a apanha autorizada. As análises efetuadas no âmbito de um inquérito-crime indicam a presença de níveis de toxicidade, metais pesados e bactérias perigosas para a saúde humana. Devido a esse fraude, a apanha foi proibida em janeiro.
A investigação apurou que a contaminação surpreendeu diversas etapas da cadeia de produção. A documentação aponta que as amêijoas do Tejo, supostamente seguras, continham Salmonella e Escherichia coli, tornando-as inadequadas mesmo para transformação em farinhas e conservas para animais.
O Ministério Público contabiliza 348 internamentos hospitalares relacionados com o consumo dessas amêijoas, em Portugal, Alemanha, Suécia, Irlanda e Grécia. O inquérito indica que o produto contaminado foi introduzido no mercado de grande consumo humano, apresentado como amêijoa limpa do Estuário do Sado.
Desdobramentos do caso
As autoridades competentes continuam a investigar o papel do pescador e a extensão da suposta fraude. O IPMA, envolvido na avaliação de riscos e qualidade, colabora para esclarecer responsabilidades, enquanto as intervenções regulatórias visam evitar novos episódios de consumo de produtos contaminados.
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