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Disfunções do SNS afetam hospitais, macas e ambulâncias

Evidências apontam disfunções no SNS: investimentos estagnados e má gestão de recursos resultam em falta de espaço, macas e resposta a doentes

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  • O texto aponta evidências de disfunções no SNS, apesar de haver serviços prestados com dedicação, e destaca casos extremos que viraram notícia, como pacientes no chão ou uso de ambulâncias para substituir macas.
  • Afirma que o orçamento do SNS aumenta, com despesa acumulada até 30 de novembro de 2025 de quase 14 mil milhões de euros, e questiona as disfunções que persistem.
  • A disfunção da paralisia do investimento é apontada como chave: desde 1990, o Ministério da Saúde construiu poucos hospitais; em 2025, até 30 de novembro, foram usados 231 milhões de euros de um orçamento de investimento de 334 milhões.
  • A gestão hospitalar é tida como deficiente, com ULSs de orçamentos superiores a mil milhões de euros, falta de instrumentos informáticos e competências de gestão, além de exemplos de pagamentos incorretos por cirurgias fora de horários.
  • Propõe-se reformar o Estado e a Administração Pública, ouvindo quem conhece o tema, para evitar que os problemas se agravem, ao invés de apenas substituir dirigentes.

O artigo analisa, de forma objetiva, a relação entre o financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e as disfunções que persistem na gestão hospitalar, na provisão de recursos e na construção de estruturas. A narrativa parte de evidências recentes sobre o funcionamento do SNS e a forma como o investimento é executado, com foco em causas e consequências.

Segundo dados disponíveis, o orçamento do SNS tem vindo a aumentar, com despesa acumulada até novembro de 2025 a chegar aos quase 14 mil milhões de euros. No entanto, persiste uma perceção de disfunção associada a filas de espera, falta de macas e uso de ambulâncias para substituir equipamentos ausentes. As análises distinguem duas causas centrais: investimento inadequado na construção e a gestão de recursos.

As dificuldades no investimento resultam, segundo os relatos, da baixa taxa de execução do orçamento de investimento do SNS. Em 30 de novembro de 2025, apenas 231 milhões de euros tinham sido utilizados, face a um orçamento de 334 milhões. O texto sustenta que não é falta de recursos que impõe os problemas, mas sim a forma de condução dos processos de construção de novas unidades hospitalares e remodelações.

Contexto de gestão e recursos

Os autores apontam que a reorganização dos hospitais em unidades locais de saúde (ULS) trouxe complexidade e custos elevados, com orçamentos anuais superiores a um milhar de milhões de euros em alguns casos. A falta de instrumentos informáticos adequados e de competências em gestão agrava a situação, dificultando a racionalização necessária.

Casos de pagamentos acima do horário e de verdadeiro controle de folhas de pagamento são apresentados como exemplos de disfunção administrativa. A crítica central é de que a gestão precisa de alterações estruturais profundas, não apenas de mudanças de gestão.

Caminhos para a reforma

O texto defende que a correção das disfunções depende de reformas estruturais, não de substituição de dirigentes isolados. Propõe uma Reforma do Estado orientada pela Administração Pública e pela consulta a quem conhece os problemas no terreno. O objetivo é evitar a repetição de falhas que já levaram, no passado, ao atraso na construção de novos hospitais.

Em síntese, o artigo sustenta que, sem uma execução célere do investimento e sem gestão eficiente dos recursos hospitalares, não haverá espaço para ampliar ou renovar infraestruturas, nem para disponibilizar macas suficientes ou reduzir a dependência de soluções de alto custo, como a compra de ambulâncias quando há falta de equipamentos básicos.

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