- Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22%, associado ao frio e à epidemia de gripe, segundo a DGS e o Insa.
- O excesso de mortalidade está ligado ao aumento das mortes por doenças respiratórias, com maior incidência em pessoas a partir dos 65 anos, especialmente 85 anos ou mais.
- Houve um ligeiro aumento das mortes por doenças cardiovasculares e metabólicas, relacionado com a exposição prolongada ao frio em idosos com doença crónica.
- O fenómeno ocorreu em todo o território continental, com as regiões Norte, Centro e Algarve a serem as primeiras afetadas, seguindo-se um padrão norte-sul na circulação da gripe.
- A circulação da gripe H3N1 e temperaturas muito baixas são apontadas como fatores, com a DGS a intensificar a campanha de vacinação e higiene para grupos de risco.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22%, associado ao frio e à gripe. A tendência agrupa-se com o aumento de mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da DGS e do INSA.
O estudo, divulgado à Lusa, indica que o excesso de mortalidade segue o padrão de uma fase epidémica da gripe sazonal. Os grupos com 65 anos ou mais, especialmente os de 85 e acima, apresentam maior vulnerabilidade.
Observa-se ainda um ligeiro aumento das mortes por doenças cardiovasculares e metabólicas, com impacto acentuado em idosos com doença crónica. O relatório associa o fenómeno ao frio prolongado.
Contexto epidemiológico
Os representantes da DGS e do INSA dizem que os padrões são consistentes com elevada circulação de vírus respiratórios e condições climáticas adversas. Não há indícios de fatores extraordinários até ao momento.
Segundo os dados, a mortalidade por doenças do aparelho respiratório passou de 9,7% na semana de 29 setembro a 5 outubro de 2025 para 17% na semana de 22 a 28 de dezembro. O aumento é全国.
Impacto geográfico
O excesso de mortalidade foi detetado em todo o território continental. As regiões Norte, Centro e Algarve foram as primeiras a ser afetadas, com variações regionais relevantes.
Um padrão semelhante surgiu no número de consultas por síndrome gripal, sugerindo uma propagação norte para sul. O Alentejo e o Algarve mostram excessos proporcionais ligeiramente superiores.
Subtipos e condições associadas
A DGS lembra ainda que, pouco antes do período de excesso, houve incremento da atividade gripal, atingindo nível epidémico no final de novembro. O subtipo H3N1 tende a associar-se a maior impacto na mortalidade.
A DGS nota também o período prolongado de temperaturas baixas, que piora a descompensação de doenças crónicas, sobretudo respiratórias e cardiovasculares.
Medidas e orientação
Desde o início da atividade epidémica, a DGS tem reforçado a comunicação à população. A vacinação dos grupos de risco é incentivada, bem como medidas de higiene respiratória e de lavagem das mãos.
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