- O PCP e o Chega vão requerer a audição parlamentar da ministra da Saúde sobre o INEM.
- O BE pediu a demissão de Ana Paula Martins, apoiada pelo PAN.
- A IL defendeu a reforma do INEM e o Livre solicitou explicações ao primeiro-ministro e à ministra da Saúde, considerando difícil a continuidade no cargo.
- O PS pediu também audição do presidente do INEM, com declarações no parlamento após o caso.
- A morte de um homem no Seixal, depois de cerca de três horas à espera de socorro do INEM, gerou críticas e pedidos de esclarecimentos sobre a resposta do serviço.
O PCP e o Chega anunciaram hoje que vão requerer a audição parlamentar da ministra da Saúde sobre o INEM. O BE pediu a demissão de Ana Paula Martins, igualmente defendida pelo PAN. A IL e o Livre também reagiram à situação, defendendo reformas e explicações. A notícia surge na sequência da morte de um homem no Seixal, após cerca de três horas à espera de socorro.
Os deputados anunciaram as medidas em declarações nos Passos Perdidos da Assembleia da República, em tom crítico à resposta do INEM. O PS já requereu audição do presidente do INEM, com um pedido apoiado pela deputada Mariana Vieira da Silva para ouvir o primeiro-ministro e a ministra da Saúde.
Reacções e pedidos de audição
O líder parlamentar da IL criticou a capacidade de resposta de emergência pré-hospitalar, responsabilizando o governo e a oposição, e mencionou a comissão de inquérito em curso sobre o INEM. O IL afirmou que é tempo de reformar o instituto, sem exigir a demissão da ministra de imediato.
O BE, através do deputado Fabien Figueiredo, afirmou que Ana Paula Martins perdeu o respeito e deve sair, considerando o cargo inadequado para continuar. O deputado do Livre, Paulo Muacho, pediu que o primeiro-ministro e a ministra da Saúde assumam responsabilidades públicas e deem explicações.
Perspectivas de cada partido
O PAN, representado pela porta-voz Inês Sousa Real, acusou o Governo de não cumprir normas orçamentais de reforço de técnicos e disse que o SNS está a ser desmantelado. O Chega propôs audição urgente do presidente do INEM, do diretor executivo e da ministra da Saúde, sublinhando a necessidade de reforços no serviço.
O Chega também remeteu críticas ao que considera uma concentração de urgências sem reforço adequado, apontando para falhas históricas associadas a governos anteriores. O Podemos ainda não tem posição nesta notícia.
Observação institucional
O PCP afirmou que a audição da ministra é necessária para esclarecer o desinvestimento no INEM e na saúde em geral. A deputada Paula Santos destacou problemas como o elevado tempo de espera e o congestionamento de urgências, que limitam a disponibilidade de meios de emergência.
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