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Onda de calor em Portugal: Bastonário tranquiliza o público

Bastonário da Ordem dos Médicos afirma planos de contingência ativos e SNS mantém resposta estável, com alertas para lares e idosos isolados

Onda de calor em Portugal: Bastonário da Ordem dos Médicos diz que a mensagem é de tranquilidade
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  • A Ordem dos Médicos reuniu-se com todos os diretores clínicos do país para discutir a onda de calor e transmitiu uma mensagem de tranquilidade sobre a resposta do SNS.
  • As instituições de saúde afirmaram ter planos de contingência, reforços e previsibilidade para o período de calor, com preparação já conhecida em Castelho Branco e noutras regiões.
  • No Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, não houve ainda um aumento de urgências relacionadas com o calor.
  • A OM alertou para riscos em lares de idosos e pessoas isoladas, defendendo necessidade de refrigeração, ar condicionado e mais cuidados nesses serviços.
  • O bastonário pediu uma base constante de planos, criticou planos sazonais anuais e destacou a necessidade de reforçar recursos humanos no SNS, sublinhando a entrega de um documento de 25 medidas para a atratividade dos profissionais.

A Ordem dos Médicos reuniu-se na sexta-feira com todos os diretores clínicos do país para abordar a onda de calor que atinge Portugal Continental. O objetivo foi assegurar planos de contingência e reforçar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O bastonário Carlos Cortes esteve presente na Conferência de Imprensa realizada após inspeções ao Centro de Atendimento Complementar de Proença-a-Nova e ao Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco. Foi apresentado um quadro de preparação das instituições de saúde.

A mensagem recebida foi de tranquilidade quanto à resposta clínica ao calor, com relato de que não há aumento significativo de urgências associadas à temperatura. Ainda assim, foram destacados riscos para grupos vulneráveis.

Contudo, o médico alertou para lares de idosos e pessoas isoladas, cuja rede de apoio pode falhar. Defendeu condições adequadas nesses lares, incluindo refrigeração e presenza de profissionais de saúde.

A OM salientou que há necessidade de previsibilidade e de evitar planos sazonais repetidos todos os anos. Recomenda-se uma base permanente de contingência para o SNS.

Carlos Cortes reconheceu o esforço dos profissionais de saúde, em especial na saúde pública, e destacou o papel determinante das respostas públicas na gestão da crise climática.

Quanto ao ensino de dados, o bastonário afirmou que se verificado falhas graves, seria necessário sinalizar as mesmas. Disse ainda que a OM fará um balanço futuro.

Sobre recursos humanos, Cortes indicou que o “grande problema” persiste no SNS, intensificado no período de férias. Sugeriu que o Ministério da Saúde implemente mecanismos estáveis e estratégias de atração de profissionais.

A Ordem entregou um documento com 25 medidas para atratividade do SNS, solicitando avanços concretos para manter o serviço estável a longo prazo. A prioridade permanece a capacidade de resposta do SNS.

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