- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse estar preocupada com a onda de calor e alertou para dias muito difíceis, apelando à hidratação e a evitar a exposição solar, especialmente para a população sénior.
- A Direção-Geral da Saúde ativou o Nível 2 – Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, para preparar os hospitais diante das temperaturas elevadas.
- A previsão aponta para cinco a seis dias de calor intenso, com pouca ou nenhuma arrefecimento nocturno, aumentando o risco para os maiores de setenta e cinco anos.
- O Governo está a trabalhar em articulação com a Proteção Civil e demais entidades para manter equipas em prontidão; recomenda-se permanecer em ambientes mais frescos e contactar SNS 24 ou INEM em caso de necessidade.
- Pode ocorrer reprogramação de cirurgias e consultas não urgentes, e a avaliação da mortalidade associada à onda de calor só deverá ocorrer dentro de algumas semanas; é pedido apoio da comunidade para identificar e auxiliar idosos isolados.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, destacou a preocupação com a onda de calor e os seus impactos. Em Guimarães, após uma visita à Unidade Local de Saúde Alto Ave, revelou que a Direção-Geral da Saúde ativou o Nível 2 – Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, devido às altas temperaturas.
A medida visa preparar os hospitais para o próximo período, garantindo organização e prontidão das equipas de saúde. A governante explicou que o aumento de afluência às urgências e os pedidos de apoio ao INEM e ao SNS24 justificam a ativação do nível de contingência.
A ministra reiterou o alerta à população, em especial aos idosos, para manterem-se hidratados e evitar a exposição solar. Ressaltou que os próximos dias devem ser de elevado risco, com temperaturas altas e pouca melhoria noturna.
O efeito da situação, segundo a governante, envolve adaptações na prática hospitalar. Em algumas unidades, podem ocorrer reprogramações de cirurgias não urgentes e de consultas, para manter recursos disponíveis para casos de descompensação cardiorrespiratória.
Ana Paula Martins indicou que as temperaturas devem manter valores elevados durante cinco a seis dias, com possibilidade de prolongamento. Enfatizou a necessidade de ficar em casa ou em ambientes frescos, e de evitar exposições extremas.
A ministra apelou à colaboração de vizinhos e das juntas de freguesia para apoiar idosos que vivem sozinhos, com foco na hidratação e na proteção contra o calor. Também recomendou que contactem SNS24 ou INEM em situações urgentes.
Quanto à mortalidade associada à onda de calor, a responsable de Saúde afirmou que a avaliação só poderá ocorrer dentro de algumas semanas, prevista para quantificar impactos.
Impacto no funcionamento dos serviços
A ativação do Nível 2 terá efeitos nas cirurgias e consultas programadas. Hospitalizações e atendimentos devem priorizar casos críticos, com reorganização de alguns recursos humanos para responder aos aumentos de necessidade.
Medidas de apoio público
Autoridades locais estão a disponibilizar espaços com ar condicionado. O Governo mantém supervisão contínua em articulação com a Proteção Civil e demais entidades, operando 24 horas por dia para informar a população.
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