- A Direção-Geral da Saúde elevou o Nível 2 – Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, devido às altas temperaturas no território continental.
- A ativação significa risco elevado, reforça a coordenação entre entidades, a monitorização da situação e a capacidade de resposta, com mobilização de recursos adicionais quando necessário.
- O Plano prevê quatro níveis de risco: verde (preparação), amarelo (vigilância reforçada), laranja (resposta reforçada) e vermelho (emergência); podem ser adotadas medidas como adiamento de atividades não urgentes.
- Previsões apontam temperaturas máximas entre 30°C e 42°C no Norte e Centro e entre 33°C e 43°C no Sul, com mínimas acima de 20°C; o Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta tempo quente vermelho na maioria dos distritos.
- O índice ÍCARO (Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge) prevê aumento da mortalidade associada ao calor; a avaliação de risco local é feita pela autoridade de saúde correspondente, com monitorização permanente pelo INSA, pelo Serviço Nacional de Saúde e pelo IPMA.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o Nível 2 – Laranja do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, devido às temperaturas elevadas. A medida aplica-se a todo o território continental. O objetivo é reforçar a coordenação, monitorização e capacidade de resposta dos serviços de saúde.
A DGS afirmou, por determinação da Autoridade de Saúde Nacional, que a elevação para Laranja implica um risco elevado para a população e permite a mobilização rápida de recursos adicionais quando necessário.
Os quatro níveis do plano vão do verde (preparação) ao vermelho (emergência). Com o Laranja, podem ser adotadas medidas extraordinárias de gestão da resposta assistencial, incluindo o adiamento de atividades programadas não urgentes, quando clinicamente adequado.
Contexto meteorológico
O IPMA prevê agravamento das condições climáticas com temperaturas muito altas. As máximas podem chegar a 30–42°C no Norte e Centro e 33–43°C no Sul. As mínimas devem manter-se acima de 20°C em grande parte do território.
Segundo o INSA, o índice ÍCARO indica aumento da mortalidade associada ao calor, tanto na população em geral como nos idosos, com perspetiva de agravamento nos próximos dias.
Coordenação e monitorização
A DGS, em articulação com o INSA, a Direção Executiva do SNS e o IPMA, acompanha a evolução da situação e procede a reavaliações quando necessário. A avaliação de risco local fica a cargo das autoridades de saúde territorialmente competentes.
Medidas de proteção e recomendações
A população deve manter hidratação regular e procurar ambientes frescos, evitar o calor solar durante as horas mais quentes e reduzir atividades físicas intensas. Atenção especial para crianças, idosos e pessoas com doença crónica.
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