Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Menos de 50 anos envelhecem mais depressa, revela estudo

Estudo sugere envelhecimento biológico acelerado em menores de 50 anos pode estar ligado ao aumento de cancro precoce, confirmando a necessidade de mais investigação

Envelhecimento biológico acelerado pode estar ligado ao aumento dos diagnósticos de cancro precoce, indica um novo estudo
0:00
Carregando...
0:00

O envelhecimento biológico acelerado pode ajudar a explicar o aumento de cancro em pessoas com menos de 50 anos. Um estudo recente, publicado na Nature Medicine, compara idades biológicas de diferentes gerações.

Os investigadores analisaram indivíduos nascidos entre 1950-1954, 1965-1974 e 1990-1999. Os resultados mostram que pessoas nascidas entre 1965-1974 apresentaram idade biológica mais elevada que a geração anterior, e os nascidos entre 1990-1999, em média, envelheceram ainda mais rápido.

A equipa liderada pela Universidade de Washington indica que estes padrões podem estar ligados ao acréscimo das taxas de cancro entre os mais jovens, embora não demonstrem causalidade direta. As alterações são observadas a nível celular e molecular, com desgaste acelerado no organismo.

Ao mesmo tempo, dados globais mostram um aumento significativo de diagnósticos em menores de 50 anos desde 1990, conforme relatado pelo BMJ. Na UE, a estimativa de cancro infantil também tem aumentado, com cerca de 13 800 crianças diagnosticadas em 2022, segundo o ECIS.

Especialistas destacam que fatores ambientais e de estilo de vida podem influenciar este envelhecimento precoce. Entre os possíveis contributos estão o consumo de ultraprocessados, álcool, obesidade, tabagismo e a exposição a microplásticos.

Os autores do estudo defendem que o corpo deve ser visto de forma holística, não apenas pela presença de células cancerígenas isoladas. A opção por observar alterações gerais ao longo do tempo é apresentada como relevante para compreender o fenómeno.

Um dos peritos ouvidos pelo portal científico afirmou que as conclusões reforçam a necessidade de investigar como o ambiente, a saúde geral e o comportamento quotidiano influenciam processos biológicos de longo prazo. Ainda assim, continua a faltar evidência sobre causalidade.

Os pesquisadores também destacam a importância de aprofundar o tema para perceberem o que realmente impulsiona o envelhecimento precoce em gerações mais jovens e de que forma se relaciona com o cancro e outras doenças crónicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais