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Gigante na sala de espera do SNS desperta atenção

ULS do Tâmega e Sousa, gigante da proximidade, enfrenta falta de camas pese a elevada demanda; exige expansão do Hospital Padre Américo para justiça territorial

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  • A ULS do Tâmega e Sousa, com sede em Penafiel, abrange 11 municípios e tem mais de 483 mil utentes inscritos.
  • Possui 66 unidades de saúde, mais do que as duas ULS do Porto juntas.
  • Em 2025, 100% dos utentes tinham médico de família e a taxa de utilização de consultas nos cuidados primários foi de 79%.
  • Apesar do tamanho, a ULS tem apenas 1 cama por cada mil habitantes (frente a 1,7 de Portugal continental) e, no segundo semestre de 2025, 71% das consultas hospitalares ultrapassaram os tempos máximos de resposta.
  • A região regista forte atividade: 1,8 milhões de consultas nos cuidados primários, 16,5 mil episódios de urgência por mês, 7 mil consultas externas hospitalares por semana e mais de 10 mil atos assistenciais por dia; a ampliação do Hospital Padre Américo é vista como necessária para toda a região.

Há unidades de saúde que, apesar de servirem grande parte da população, deixam a impressão de estarem à sombra de grandes hospitais. É o caso da ULS do Tâmega e Sousa, com sede em Penafiel, que abrange 11 municípios e mais de 483 mil utentes inscritos.

Os números oficiais mostram uma rede extensa: 66 unidades de saúde, mais do que as duas ULS do Porto juntas. Em 2025, a taxa de médico de família atingiu 100% dos utentes, face a uma média nacional de 85%. A utilização de consultas nos cuidados primários ficou em 79%.

No entanto, persistem desequilíbrios relevantes. A ULS do Tâmega e Sousa opera com apenas 1 cama por mil habitantes, frente a 1,7 da média continental. Santo António e São João apresentam 2,0 e 2,3 camas por mil, respetivamente. Também o tempo de resposta hospitalar é aplicado: 71% das consultas hospitalares excederam tempos máximos em 2025, acima da média nacional de 45%.

A Entidade Reguladora da Saúde classifica a ULS como eficiente na gestão de recursos, o que contrasta com a percepção de uma capacidade hospitalar aquém da dimensão populacional que serve. O desafio parece ser estrutural: proximidade elevada, hospitalização menos robusta.

Em termos de atividade, a ULS realizou, em 2025, mais de 1,8 milhões de consultas nos cuidados primários e recebeu, em média, 16 500 episódios de urgência por mês. Além disso, efetuou mais de 7 mil consultas externas hospitalares por semana e registou acima de 10 mil atos assistenciais diários.

Desfecho estrutural

A situação descrita sugere a necessidade de ampliar a capacidade do Hospital Padre Américo e de reforçar recursos hospitalares na região. A melhoria requerida não visa privilégios, mas justiça territorial para quem serve quase meio milhão de pessoas.

Contexto regional

Não obstante, a gestão da ULS tem vindo a evidenciar uma organização pragmática, com forte presença na proximidade. O desafio reside em equilibrar a elevada demanda com capacidades hospitalares adequadas para a população servida.

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