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Centros de medicina integrativa recebem mais de um milhão em fundos europeus

Centros de medicina integrativa receberam mais de €1,2 milhões em fundos europeus, usados para salários e projetos de IA, apesar da falta de base científica

Os centros de "medicina da longevidade" ou "medicina integrativa", por exemplo, arrogam-se todos de uma especialidade médica que não existe
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  • Centros de medicina “integrativa”/Tecnologia “funcional” arrecadaram mais de 1,2 milhões de euros em fundos europeus na última década.
  • Oito clínicas receberam estes fundos, usados sobretudo para pagar salários ou investir em projetos de inteligência artificial.
  • As instituições promovem-se como espaços de saúde que privilegiam bem‑estar e prevenção, mas repetem práticas da medicina de família e acrescentam terapias sem base científica sólida.
  • Entre as propostas apresentadas estão tratamentos como ozonoterapia e terapias quânticas, considerados pseudociência por muitos especialistas.
  • Os centros são apresentados com nomes que podem não cumprir requisitos da Entidade Reguladora da Saúde, o que levanta questões sobre validade científica e regulação.

Centros de medicina integrativa tiveram acesso a mais de um milhão de euros em fundos europeus, segundo a análise em curso. O foco é a promoção de espaços que se definem como integrativos ou funcionais, com promessas de saúde holística e prevenção.

O texto revela que oito clínicas contribuíram para esse montante, utilizado, entre outros fins, para pagamento de salários e para projetos ligados a inteligência artificial. As entidades promovem-se como alternativas à medicina tradicional, mas o conteúdo científico associado é questionado por especialistas.

Embora se apresentem como espaços de saúde, várias destas estruturas utilizam nomes que a Entidade Reguladora da Saúde não reconhece como válidos. A associação entre o modelo de atendimento e a validação científica é uma das principais críticas.

Contexto financeiro e usos dos fundos

Os fundos europeus contribuíram para a estrutura e atividade de oito centros nos últimos anos, num valor que ultrapassa o milhão de euros. O relatório aponta o destino de recursos para operações administrativas e inovação tecnológica.

Avaliação de impacto e regulação

Especialistas indicam que programas de integração entre medicina de família, nutrição e psicologia já existem e devem ser financiados pela saúde pública. O uso de tecnologias como a IA em projetos clínicos permanece em avaliação quanto à eficácia e à conformidade regulatória.

Sobre a identidade das clínicas

As clínicas descrevem-se como espaços de medicina integrativa ou funcional, mas os nomes e serviços nem sempre correspondem a práticas reconhecidas pela regulamentação. O conjunto de alegações levanta questões sobre transparência e qualificação profissional.

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