- José Gil, 87 anos, e Fernando Silva, 94, são os últimos a viver na antiga leprosaria Rovisco Pais, na Tocha, que hoje funciona como Centro de Reabilitação.
- Seguem a viver num quarto, sob os cuidados de médicos, enfermeiros e auxiliares.
- Um armário azul, encostado à parede, guarda todas as pertenças dos dois homens, que se tornaram amigos pela convivência.
- São considerados os últimos “ex-hansenianos” a residir naquele espaço, que pertence ao Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro.
Entraram jovens e nunca mais saíram: os últimos leprosos do Hospital Rovisco Pais
José Gil, de 87 anos, e Fernando Silva, de 94, são hoje os últimos residentes da antiga leprosaria Rovisco Pais, na Tocha. O espaço transformou-se, ao longo dos anos, no Centro de Reabilitação da Região Centro, onde vivem num quarto ao cuidado de uma equipa multidisciplinar.
Os dois homens partilham um quarto simples, onde um armário azul armazena as suas pertenças. Encarregam-se de uma relação de amizade forjada pela convivência, numa casa que já foi símbolo de isolamento durante o Estado Novo.
O historial do local data de uma época em que a leprosaria acolhia internamentos com base médica e social. Hoje, o espaço funciona como centro de reabilitação, mantendo o legado histórico ligado à antiga instituição.
O que mudou para quem vive ali
O Centro de Reabilitação mantém serviços de cuidados médicos, enfermagem e apoio de auxiliares. Mesmo com a transformação do espaço, a memória da antiga leprosaria permanece presente entre residentes e profissionais.
Relação com a comunidade e o passado
A unidade, outrora isolada, continua ligada à região pela memória e pela história que herdaram os que viveram ali. Para José Gil e Fernando Silva, o dia a dia é pautado pela rotina de cuidados e pela convivência entre amigos de longa data.
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