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Austrália regista o primeiro caso de gripe das aves H5, em todos os continentes

Primeiro caso da gripe das aves H5 detetado na Austrália confirma propagação da estirpe a todos os continentes; ainda sem mortalidade maciça em aves de capoeira

Governo da Austrália anunciou este sábado o primeiro caso de uma estirpe contagiosa da gripe das aves H5
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  • Primeiro caso da estirpe H5 da gripe das aves foi detetado na Austrália, numa ave marinha migratória (skua-castanho) a 630 quilómetros a sudeste de Perth, na costa oeste.
  • Amostras de outra ave doente (petrel-gigante) deram resultado presumivelmente positivo, confirmado pela agência científica nacional.
  • A detecção indica que a gripe H5 já chegou a todos os continentes, segundo o governo australiano.
  • Autoridades não observam mortalidade em larga escala nem infeção em aves de capoeira até ao momento, mas há preocupação com potencial mutação.
  • O país realizou uma reunião de emergência entre responsáveis pela saúde animal e pela agricultura; o primeiro-ministro Anthony Albanese disse que serão tomadas medidas para conter a propagação e existem planos para proteger 35 espécies ameaçadas, com reprodução em cativeiro.

A estirpe contagiosa da gripe das aves H5 foi detetada pela primeira vez na Austrália, anunciando que a doença chegou a todos os continentes. O caso confirmatório ocorreu numa ave marinha migratória, um skua-castanho, numa região remota da Austrália Ocidental, com confirmação pela agência científica australiana. Amostras de outra ave doente, um petrel-gigante, também apontaram para um resultado presumivelmente positivo.

A detecção ocorre numa zona selvagem a 630 quilómetros a sudeste de Perth, na costa oeste. As autoridades investigam se a doença chegou ao país através de aves migratórias da região subantártica. O primeiro-ministro Anthony Albanese reiterou a preparação governamental para conter a propagação.

A gripe H5 tem história de causar mortalidade em aves de capoeira, aves selvagens e mamíferos. Em humanos, os casos continuam raros, mas preocupa a possibilidade de mutação que facilite a transmissão entre pessoas. A OMSA já indicava, anteriormente, que a Oceânia ainda não tinha sido afetada, situação revista com este caso.

Respostas nacionais já estão a decorrer. Responsáveis pela saúde animal e pela agricultura realizaram uma reunião de emergência para debater medidas de atuação. O objetivo é evitar impactos na fauna australiana, que inclui espécies únicas e com elevado risco de extinção.

Notas de contexto sobre o impacto local indicam que especialistas monitorizam populações vulneráveis. Entre as espécies em destaque estão o demónio da Tasmânia, o cisne negro, o pinguim-anão e o leão-marinho-australiano, que podem ser especialmente afetados pela gripe das aves.

A ministra da Agricultura, Julie Collins, ressaltou que ainda não existem sinais de mortalidade em larga escala nem infeção nas aves de capoeira. A autoridade reiterou que o vírus já é reconhecido globalmente e que as medidas nacionais visam conter a propagação.

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