- A ideia de criar uma creche para os filhos dos funcionários do Hospital São João, no Porto, voltou a ganhar ‘uma nova esperança’, segundo o ex-político Fernando Jesus.
- A Unidade Local de Saúde defende que a infraestrutura não é parte do seu negócio principal e continua sem data para arrancar o projeto.
- Uma reunião entre o coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde e Adalberto Campos Fernandes é apontada como o que poderá ter relançado o tema, com a Casa do Pessoal a indicar procura de parceiro para coordenar a operação.
- O Hospital de Santo António não tem data para iniciar os trabalhos e aponta a complexidade regulatória e organizacional das creches dentro de um hospital como entrave.
- O projeto original, de 2008, tinha orçamento de 60 milhões de euros e previa um novo edifício, a reconstrução da antiga Maternidade Júlio Dinis (CMIN) e um parque de estacionamento subterrâneo com um espaço para a creche; a creche já tinha autorização pela Segurança Social, mas permanece por concretizar.
A possível creche para filhos de trabalhadores do Hospital São João, no Porto, voltou a ganhar esperança, após contactos entre o coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde e o ex-ministro Adalberto Campos Fernandes, com a presidente da Casa do Pessoal. A reunião ocorreu no final de maio, segundo fontes próximas.
A Unidade Local de Saúde do Porto afirma que a infraestrutura, prometida desde 2008, não consta no seu core business e não aponta data para o arranque do projeto. O objetivo é entender possíveis vias de parceria para coordenar a operação.
Teresa Marques, presidente da Casa do Pessoal, questiona o atraso e apela a desbloquear o processo, ressaltando a importância social da creche para várias famílias. Já Fernando Jesus, antigo deputado do PS, afirma que há uma centelha de avanço, mas sem datas definitivas.
Situação atual e desafios
O Hospital de Santo António confirmou à Lusa que não há data para iniciar os trabalhos. As regras sobre instalação, equipamento, gestão técnica e recursos humanos são apontadas como complexas e fora do conjunto de competências habituais do hospital.
O projeto original de 2008 previa a construção de um novo edifício, a reconstrução da antiga Maternidade Júlio Dinis (atual CMIN) e a criação de um parque subterrâneo que incluiria uma pequena construção destinada à creche. A obra tinha um investimento estimado de 60 milhões de euros, com incentivos comunitários.
Perspectivas e contexto
Autorizada pela Segurança Social há vários anos, a creche ainda não foi concretizada, mesmo com o notório interesse de diversas famílias. A administração hospitalar aponta que a viabilidade depende de encontrar um parceiro que coordenasse a operação, e de garantir condições regulatórias e de gestão compatíveis com padrões do Serviço Nacional de Saúde.
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