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Gasto de mais de 55 milhões de euros em medicamentos para obesidade nos 3 meses

Gasto com medicamentos para obesidade ultrapassa os cinquenta e cinco milhões de euros nos primeiros três meses, com subida de vinte por cento face a 2025 e stock insuficiente a afetar pacientes

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  • Nos primeiros três meses, o gasto com medicamentos para obesidade ultrapassou os 55 milhões de euros, segundo o Infarmed.
  • O valor representa um aumento de 20% face ao mesmo período do ano anterior.
  • Especialistas apontam uma procura crescente por tratamentos de emagrecimento, mas o acesso permanece restringido por falta de stock e pelo custo.
  • A obesidade é tratada como doença crónica que aumenta o risco de diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e problemas respiratórios.
  • O presidente da Associação Portuguesa de Obesidade, João Silva, alerta para a oferta insuficiente de medicação e defende uma abordagem multidisciplinar (médicos, nutricionistas, psicólogos) para responder às necessidades dos pacientes.

Nos primeiros três meses do ano, o gasto com medicamentos para o tratamento da obesidade ultrapassou os 55 milhões de euros, segundo dados do Infarmed. O valor representa um aumento de 20% face ao mesmo período do ano passado. Especialistas apontam que a procura por estos fármacos tem crescido de forma acelerada, refletindo preocupações com a saúde e a imagem corporal.

A obesidade é reconhecida como uma doença crónica que eleva o risco de diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e problemas respiratórios. No entanto, em Portugal persiste a dificuldade de acesso a tratamentos eficazes, devido à escassez de medicamentos disponíveis ou aos custos elevados. O presidente da Associação Portuguesa de Obesidade alerta para o impacto da falta de medicação na saúde dos pacientes e na qualidade de vida.

A falta de fármacos resulta em dificuldades para manter tratamentos continuados, com profissionais de saúde a registar casos de incumprimento terapêutico. Médicos destacam o risco de agravamento de condições associadas à obesidade quando a medicação não está disponível, bem como o aumento provável de custos com cuidados médicos e hospitalares a nível público.

Acesso a medicamentos e impacto prático

A escassez tem afetado pacientes que dependem de uma intervenção farmacológica para controlar a doença. Fontes do setor indicam dificuldades em manter o stock, o que impede a continuidade de tratamentos e pode levar a recuos no controlo da obesidade. Especialistas defendem uma abordagem multidisciplinar, que envolva médicos, nutricionistas e psicólogos, para além da farmacologia.

O panorama de oferta e procura coloca em evidência a necessidade de opções terapêuticas mais estáveis. Apesar de progressos na indústria, a falta de medicamentos específicos para a obesidade persiste, contribuindo para incerteza entre profissionais de saúde e pacientes e para o aumento de custos na saúde pública.

Confrontos junto à Assembleia da República

Registam-se relatos de confrontos junto à Assembleia da República, com imagens de manifestantes que entraram em confronto com forças de segurança. Em diversas ocasiões, houve detenção de pessoas com o rosto coberto por parte de agentes da PSP. As ocorrências destacam tensões durante o debate público sobre políticas de saúde e bem-estar. As imagens e relatos foram recolhidos pela imprensa local.

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