- Em maio, Espanha registou 101 óbitos atribuíveis a temperaturas elevadas, segundo o sistema MoMo.
- O valor é o mais alto para um mês de maio desde o início da série histórica em 2015.
- O risco de mortalidade aumenta entre 9,1% e 10,7% por cada grau acima do limiar considerado de alerta.
- As autoridades indicam que as temperaturas extremas chegam cada vez mais cedo e exigem adaptação fisiológica.
- Entre 2015 e 2025, MoMo estima 27 564 mortes associadas ao calor; 2022 foi o ano mais mortal (4 789), seguido de 2025 (3 832).
O calor extremo registado em maio fez Espanha registar um recorde de mortalidade associada ao calor para o mês, ainda antes do início do verão. Segundo o sistema de monitorização da mortalidade diária (MoMo), foram registados 101 óbitos atribuíveis às temperaturas elevadas no último mês, o valor mais alto desde o início da série histórica em 2015.
A ministra da Saúde, Mónica García, explicou que o problema já não é apenas o aumento da temperatura, mas o facto de este chegar cada vez mais cedo. Foi apresentado, durante a divulgação do Plano Nacional de Atuação Preventiva dos Efeitos do Excesso de Temperaturas na Saúde 2026, que há necessidade de adaptação fisiológica e de maior perceção do risco associado ao calor extremo.
O estudo do Ministério da Saúde indica que o risco de mortalidade cresce entre 9,1% e 10,7% por cada grau acima do limiar de risco. Entre 2015 e 2025, o MoMo estima 27 564 mortes atribuíveis ao calor elevadas, com 2022 a registar o ano mais mortal (4 789 óbitos) e 2025 a seguir (3 832).
Subtítulo
Evolução climática e custos humanos
Dados acumulados apontam para o aumento dos fenómenos meteorológicos extremos, com impactos significativos na saúde pública. As autoridades continuam a monitorizar a situação e a reforçar medidas de prevenção e adaptação para reduzir a mortalidade associada ao calor nos próximos meses.
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