- Milhões de euros foram gastos em apenas três meses com injeções para emagrecer em Portugal.
- A procura por estas medicações cresce de forma contínua.
- A febre das injeções está a transformar o mercado de tratamentos contra a obesidade.
- A maior procura está a deixar alguns doentes sem acesso à medicação de que dependem.
- Depois do Ozempic, Portugal observa uma nova corrida às injeções antiobesidade.
Depois da popularidade do Ozempic, Portugal vive uma nova corrida por injeções contra a obesidade. Milhões de euros foram gastos em apenas três meses, com a procura a manter-se elevada e a aumentar a pressão sobre o acesso aos fármacos.
Os pacientes estão no centro da transformação do mercado, mas também surgem relatos de dificuldades no acesso a medicação de que dependem. Farmacêuticas, distribuidores e profissionais de saúde acompanham o aumento da procura, que se sucede a uma tendência já notória no setor.
A procura resulta da perceção de eficácia de algumas injeções para emagrecer, associada à cobertura mediática recente. Em Portugal, a procura tem levado a ajustes de disponibilidade por parte de fornecedores e a maior pressão sobre os serviços de saúde para gerirem o stock.
Impacto no acesso à medicação
Aumentos de preço, escassez de stock e atrasos na entrega têm sido apontados como complicações. Profissionais da saúde alertam para a necessidade de uso adequado, monitorização e orientação clínica, para evitar abusos ou uso indevido.
A indústria assinala que a notícia sobre tratamentos para obesidade gerou entusiasmo, mas também requer raciocínio técnico. Autoridades de saúde mantêm a vigilância sobre a segurança, a eficácia e a educação de pacientes.
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