- O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denunciou que a Unidade Local de Saúde do Alto Ave proibiu médicos de família de gozarem férias previamente acordadas entre 19 e 31 de dezembro, alegando falta de planeamento.
- O SMN afirma que a medida é uma tentativa inaceitável de compensar falhas de planeamento à custa de quem assegura cuidados de saúde à população.
- A decisão surge duas semanas após a adesão dos médicos à greve geral de junho e agrava o descontentamento de profissionais com as condições de trabalho e com ataques aos seus direitos.
- Médicos de família das unidades de saúde familiar organizam, anualmente, as férias de forma articulada, garantindo a continuidade assistencial através de mecanismos de intersubstituição e gestão autónoma das equipas.
- O SMN exige a revogação imediata da medida e apela ao Conselho de Administração da ULS Alto Ave e ao Ministério da Saúde para travarem uma decisão que penaliza os médicos e desvaloriza o SNS.
O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) denunciou a decisão da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Ave de proibir os médicos de família de gozarem as férias previamente acordadas para Dezembro. A medida resulta, segundo o sindicato, da falta de planeamento por parte da administração.
Em comunicado, o SMN diz que a decisão é uma tentativa inaceitável de compensar falhas de gestão à custa dos profissionais que asseguram os cuidados de saúde à população. O texto acrescenta que as férias dos médicos de Medicina Geral e Familiar das Unidades de Saúde Familiar estavam asseguradas entre 19 e 31 de Dezembro.
A denúncia ocorre duas semanas depois da adesão dos médicos à greve geral marcada para 3 de Junho e agrava o descontentamento de profissionais já confrontados com condições de trabalho degradadas. O SMN sustenta que o modelo atual de organização das férias permite manter a continuidade assistencial sem medidas arbitrárias.
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