- A ministra da Saúde, Mónica García, não compareceu à conferência de imprensa sobre o novo Estatuto-Quadro, que foi apresentado pelo Conselho de Ministros.
- O texto foi defendido pela porta-voz Elma Saíz, após oposição de sindicatos que acusam o governo de não tramitar no Congresso e de não incluir várias reivindicações dos profissionais.
- Entre as exigências dos trabalhadores estão que a parte extraordinária do horário de urgência conte para a Segurança Social, um suplemento por trabalho noturno, uma jornada máxima de 35 horas semanais e que excessos sejam remunerados.
- O projeto reduz a jornada semanal máxima para quarenta e cinco horas, abaixo da média europeia; prevê um limite de 17 horas de trabalho efetivo nos turnos de urgência, com possibilidade de exceção em determinadas situações organizacionais.
- Sindicatos críticos anunciaram nova concentração para 15 de junho, em frente ao Ministério da Saúde, enquanto dizem que muitas reivindicações dependem das comunidades autónomas e não do ministério.
A ministra da Saúde, Mónica García, anunciou a aprovação do Estatuto-Quadro para o pessoal do SNS, durante a reunião do Conselho de Ministros. A apresentação decorreu após meses de mobilização de médicos e profissionais de saúde de orientação diversa. A imprensa não contou com a presença da governante.
A defesa do diploma ficou a cargo da porta-voz Elma Saíz, socialista, que indicou ter o apoio dos principais sindicatos, entre eles SATSE-FSES, CC.OO., UGT e CSIF. A aprovação ocorreu apesar da oposição de várias estruturas sindicais e de críticas quanto à tramitação no Congresso.
Os profissionais apontam várias dissidências que não ficam resolvidas pela reforma. Pedem a inclusão de que a parte extraordinária do horário de trabalho conte para a Segurança Social e o reconhecimento de um suplemento de trabalho noturno ou de dias de descanso após turnos seguidos.
Principais reivindicações dos profissionais
Exigem a criação de uma categoria profissional específica A1 para médicos, uma jornada máxima de 35 horas semanais e que qualquer excesso seja considerado voluntário e remunerado. Ainda pedem a implementação de uma reforma de reforma antecipada voluntária e a proibição da mobilidade forçada.
A norma estabelece uma redução da jornada máxima semanal para 45 horas, divergindo da média europeia. A intenção de limitar a 37,5 horas para toda a população, defendida pela ministra do Trabalho, foi rejeitada no passado pela oposição de direita.
O texto mantém a possibilidade de que a duração de turnos de urgência exceda o limite quando existirem razões organizativas ou assistenciais que o justifiquem, conforme o artigo 97. O anteprojeto também prevê a criação de pessoal estatutário investigador e políticas de conciliação.
Reação dos sindicatos à aprovação
Sindicatos críticos, como CESM, SMA, Metges de Catalunya, AMYTS, SME e O’MEGA, anunciaram nova concentração para o próximo 15 de junho, às 12:00, em frente ao Ministério da Saúde. O objetivo é reiterar as reivindicações sem solução no diploma.
Saíz reiterou que parte das reivindicações não depende do Ministério, destacando competências das comunidades autónomas sobre salários, quadros de pessoal e organização dos serviços. Em paralelo, a ministra destacou o papel do Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações.
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