- A OMS reduziu os casos suspeitos de ébola na RDCongo e no Uganda de 906 para 116, elevando os casos confirmados para 330.
- Até ao momento, seis pessoas foram curadas e 49 mortes foram confirmadas.
- O Uganda confirmou 11 infecções, incluindo uma morte; a RDCongo continua a ser o epicentro na região de Ituri.
- O Africa Centres for Disease Control and Prevention registou 1.139 casos suspeitos e 246 mortes prováveis, números que a OMS não detalha.
- A organização emitiu um alerta internacional; não há vacina nem tratamento específico para esta estirpe, mas há promessas de vacina até ao final do ano e estão a decorrer ensaios clínicos.
A Organização Mundial da Saúde reduziu nesta terça-feira o número de casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda, passando de 906 para 116. O total de casos confirmados subiu para 330. Muitos pacientes foram descartados após verificação, apresentando outras doenças ou apenas febre sem outros sintomas.
A porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, explicou que casos suspeitos incluem qualquer pessoa identificada pelo sistema de vigilância ou que se apresentasse com sinais compatíveis com a doença em unidades de saúde. Até ao momento, seis pessoas foram curadas e 49 mortes foram confirmadas.
Enquanto isso, o Africa CDC, órgão de controlo da UA, registou 1139 casos suspeitos e 246 mortes prováveis, sendo que a OMS já não reporta essas mortes. Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, deslocou-se a Ituri, epicentro da epidemia.
Contexto da epidemia e ações
A atual epidemia foi declarada em 15 de maio no nordeste da RDCongo, perto da fronteira com o Uganda. O Uganda confirmou 11 infeções, incluindo uma morte, tornando-se o único outro país afetado até ao momento.
Não existe vacina nem tratamento específico para esta estirpe do vírus. A OMS está a acompanhar ensaios clínicos e o Africa CDC prometeu uma vacina até ao final do ano, com avanços aguardados em breve.
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