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Alergias mais comuns no verão: pêssego, camarão, caracóis, diz especialista

Especialista aponta pêssegos, melão, camarão e caracóis como alergias frequentes no verão, com risco de anafilaxia e necessidade de informar cozinheiros

Para lá do marisco, imunoalergologista elenca frutas frescas e bebidas que mais geram alergias no verão
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  • Alergias de verão incluem pêssego (proteína LTP na casca) e frutas da família Cucurbitaceae como melão e melancia, associadas a reações alérgicas em alérgicos a pólen.
  • O camarão é uma das alergias mais comuns no verão; a proteína tropomiosina pode provocar reação mesmo quando cozinhado, e o risco estende-se a crustáceos e a outros mariscos.
  • Além de mariscos, podem surgir alergias a caracóis, amêijoas, vieiras, lulas, polvo e outros frutos do mar devido à presença da mesma proteína.
  • As alergias podem aparecer em várias fases da vida, desde a primeira infância até aos 70–80 anos, dependendo de fatores genéticos, ambientais, exposição e antibióticos.
  • O que fazer: ler rótulos, informar empregados sobre alergias, evitar contaminações cruzadas, manter um plano de medicação à mão (anti-histamínico, corticoide) e ter caneta de adrenalina para situações graves.

A temporada quente traz petiscos típicos, mas também alergias que se intensificam no verão. Em Portugal, pêssegos, melão, melancia, camarão e caracóis aparecem com mais frequência como responsáveis por reações alérgicas. Especialistas explicam os mecanismos e os sinais a vigiar.

A alergia a pêssegos é real e comum, associada a uma proteína presente na casca. Outras frutas de verão, como melão e melancia, podem provocar reações em alérgias a pólen. Os sintomas variam desde coceiras a inchaços na boca ou garganta.

A proteína presente em mariscos pode causar alergias mesmo quando cozinhados. Camarão é um dos mais consumidos e pode desencadear respostas alérgicas graves. Outros crustáceos, bivalves e até caracóis contêm a mesma proteína causando efeitos variados.

Alergias frequentes e como identificar

Alergias alimentares surgem em várias fases da vida, inclusive na adolescência ou na idade adulta. Factores genéticos, ambientais e hormonais podem influenciar o aparecimento. A diversidade de microrganismos na infância também é relevante.

Para evitar contaminações, é essencial ler rótulos e informar restaurantes sobre alergias. Não partilhar talheres ou copos com quem tem alergias é uma prática recomendada, assim como manter familiares informados.

Medidas de prevenção e resposta

O arsenal de um alérgico inclui planeamento de medicação de emergência, como anti-histamínicos ou corticóides, e, em casos graves, uma caneta de adrenalina. Aconselha-se praticar comportamentos seguros e ter um plano de ação já definido.

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