O número de casos de Ébola na República Democrática do Congo aumentou rapidamente, com 42 mortes entre os casos confirmados, 282 pessoas com a doença e 321 situações suspeitas. O balanço foi divulgado pelo Governo congolês no fim de semana.
No sábado, cinco pessoas receberam alta após recuperação da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sublinhou que, embora não exista vacina para a variante Bundibugyo, é possível sobreviver com cuidados médicos adequados.
Tedros Ghebreyesus esteve em Bunia, capital da província de Ituri, onde se registaram 264 casos confirmados na região. O chefe da OMS apelou à procura atempada de cuidados de saúde para reduzir óbitos e desmistificou a desinformação local.
A autoridade de saúde destacou ainda que pagamentos, velórios e rituais fúnebres impõem desafios à contenção. Foi sugerido evitar toques diretos durante rituais para reduzir o risco de transmissão.
Ghebreyesus já tinha enviado uma mensagem à população de Ituri, especialmente aos jovens, para falar com amigos e família e ajudar a dissipar o medo que favorece a propagação do vírus.
Caso internacional e contexto regional
A OMS alertou que o surto pode alargar-se a outros países, com nove casos confirmados no Uganda até ao momento. No Brasil, dois pacientes com historial africano aguardam resultados para confirmar ou excluir o Ébola. Em Itália, um caso suspeito na Sardenha deu negativo.
Este é o 17º surto de Ébola na RDC e o terceiro maior registado desde a identificação do vírus. O impacto mundial depende da rapidez das respostas nacionais e da mobilização internacional de financiamento e recursos médicos.
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