Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como lidar com a solidão durante as férias, explica psicóloga

Psicóloga explica como as férias podem intensificar a solidão, sugere rotinas estáveis, sono regular e sinais para procurar ajuda psicológica

Ahtziri Lagarde/Unsplash
0:00
Carregando...
0:00
  • Férias podem trazer solidão e sensação de vazio; é recomendável manter rotinas e planeamento de atividades dentro do possível.
  • Tristeza durante as férias é normal e passageira, mas a depressão é mais persistente e pode exigir ajuda profissional se se prolongar.
  • Alterações no sono e na rotina podem piorar o humor; mantenha horários consistentes, procure dormir entre sete e oito horas, reduza o uso de ecrãs antes de dormir e pratique atividade física.
  • Expectativas familiares e sociais influencia m aceitavelmente; gerir de forma realista o ideal de férias evita frustração e comparação nas redes sociais.
  • Estratégias preventivas: manter contacto social, envolver crianças/teenagers na planificação, realizar atividades significativas e estar atento a sinais de alerta que possam requerer apoio psicológico.

Durante as férias, muitas pessoas podem experienciar sentimentos de solidão e tristeza. A psicóloga clínica Leonor Vitorino explica que a espera de férias perfeitas pode gerar frustração quando a realidade não corresponde, aumentando o risco de sentimentos de inadequação. Mantém-se, porém, a importância de estruturar o dia dentro do necessário para descansar com equilíbrio.

A transição para o período de descanso altera rotinas, reduz o contacto social diário e pode intensificar emoções pré-existentes. A desorganização emocional pode surgir pela menor exigência de horários, pela distância de redes de apoio e pela mudança de ambiente. A gestão dessas emoções requer atenção às mudanças que ocorrem entre trabalhar e estar de férias.

O que acontece durante as férias

Muitos veem uma redução de estímulos cognitivos e emocionais associados ao trabalho ou à escola, o que pode levar a sensação de vazio. A leitura dos ritmos biológicos pode ficar desequilibrada, influenciando sono, humor e energia. Aumenta o tempo livre, surgem pensamentos repetitivos e há maior possibilidade de ruminação. A estabilidade de hábitos saudáveis ajuda a mitigar estes efeitos.

Diferença entre tristeza passageira e depressão

A tristeza é normal e geralmente temporária, ligada a um acontecimento. A depressão tende a ser mais persistente, intensa e incapacita o dia a dia, com sintomas como humor deprimido na maior parte do tempo, desinteresse, alterações de sono e apetite, fadiga e dificuldades de concentração. Em casos graves, surgem pensamentos sobre a morte. Procurar ajuda profissional é indicado quando os sinais persistem.

Sono, rotina e bem-estar

Férias podem melhorar o sono pela redução do ritmo, mas alterações de horários podem desregular o sono. Dormir entre sete e oito horas, evitar telas antes de dormir e manter ambientes confortáveis favorecem o equilíbrio emocional. A prática regular de atividade física e a exposição à luz natural ajudam a regular o ciclo sono-vigília.

Expectativas sociais e familiares

A ideia de férias perfeitas é alimentada por redes sociais e pela pressão social. Quando a realidade difere, surgem frustração e culpa. Conflitos familiares podem também emergir de dinâmicas existentes. Gerir expectativas de forma realista e flexível, ajustando planos à realidade, é fundamental para um aproveitamento mais equilibrado.

Planeamento preventivo

Conservar alguma estrutura diária ajuda a transição para as férias. Planear atividades significativas, manter contacto social regular e estabelecer objetivos realistas são estratégias úteis. No contexto familiar, envolver crianças na definição de rotinas e planos pode reduzir a ansiedade.

Reduzir o isolamento

Promover encontros curtos, participação em atividades presenciais e envolvimento em espaços comunitários facilita a conexão social. Manter contacto com pessoas próximas, criar rotinas simples e limitar o tempo em redes sociais contribuem para o bem-estar. Em crianças e adolescentes, campos de férias ou atividades extracurriculares podem ser úteis.

Sinais de procura de ajuda

Alterações de humor intensas, dificuldade de sono, desmotivação, alterações na alimentação e irritabilidade frequente são sinais a vigiar. A intervenção psicológica pode ser preventative e curativa. Pedir ajuda é um ato de autocuidado.

Grupos de apoio e recursos

Em Portugal, existem instituições e associações que oferecem apoio psicológico e atividades comunitárias, como grupos terapêuticos ou de apoio emocional. A junta de freguesia local pode indicar iniciativas de voluntariado, atividades culturais ou desportivas. Em qualquer caso, reconhecer emoções e procurar apoio adequado contribui para o equilíbrio emocional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais