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Farmácias resolvem quase meio milhão de casos ligeiros e aliviam o SNS

Farmácias geriram quase meio milhão de casos ligeiros em 2025, aliviando o SNS e reduzindo deslocações, com impacto económico e ambiental significativo

Perante sintomas ligeiros, 57,2% dos portugueses recorrem primeiro à farmácia
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  • Quase meio milhão de atos no serviço de Situações Clínicas Ligeiras foram registados nas farmácias em 2025, com 97,8% resolvidos.
  • 2,2% dos casos foram encaminhados para consulta médica, demonstrando o potencial de reduzir a pressão sobre as urgências e a Linha SNS24.
  • Cerca de 57,2% dos portugueses recorrem primeiro à farmácia em sintomas ligeiros, seguidos de centros de saúde (16,5%) e Linha SNS24 (12,1%).
  • Infeções urinárias e infeções agudas orofaríngeas são exemplos frequentes de patologias geridas perto das pessoas; no último ano registaram-se, respetivamente, 4.218 e 34.250 atendimentos nas farmácias.
  • O estudo aponta um impacto económico e ambiental relevante: redução de emissões de CO2 superior a 1.500 toneladas, contribuição para o PIB de cerca de 3,23 mil milhões de euros, criação de emprego (mais de 21 mil postos diretos) e poupanças significativas na vacinação sazonal (aproximadamente 34 milhões de euros/ano).

Nas farmácias comunitárias, quase meio milhão de situações clínicas ligeiras foram acompanhadas em 2025, com 97,8% resolvidas no local. O estudo do Valor da Rede de Farmácias em Portugal, coordenado por Pedro Brinca e João Duarte (Nova SBE), aponta para 477 mil atos de SCL, mais 146% que em 2024.

Apenas 2,2% dos casos foram encaminhados para consulta médica, sugerindo um relevante alívio na pressão sobre as Urgências e na Linha SNS24. O estudo será apresentado no 15.º Congresso das Farmácias, em Lisboa, destacando o papel da proximidade na resposta de saúde.

Quase 2025: padrões de procura e patologia frequente

De acordo com o estudo, 57,2% dos portugueses recorrem à farmácia em primeira instância diante de sintomas ligeiros. Outros 16,5% vão aos centros de saúde e 12,1% contactam a Linha SNS24, independentemente da região ou idade.

Infeções urinárias e infeções agudas orofaríngeas são citadas como exemplos comuns da gestão próxima. No ano anterior, estas situações representaram 4.218 e 34.250 atendimentos, respetivamente, nas farmácias.

Serviços mais usados e impactos ambientais

A vacinação sazonal e a resposta a SCL aparecem como os serviços com maior expressão, reforçando a função de proximidade na redução de deslocações. Em 2024/25, as ações evitaram mais de 1.5 mil toneladas de CO2, principalmente por menos viagens ao SNS.

O sistema Valormed recolheu 1.262 toneladas de resíduos de medicamentos e embalagens, evitando mais 436 toneladas de CO2. As farmácias registaram 174,3 milhões de atendimentos no ano passado, equivalente a mais de 550 mil por dia útil.

Contribuição económica e social

O estudo, com base na ANF, indica que 82% da população vive a menos de cinco quilómetros de uma farmácia. Além disso, 53% reside a igual distância de um centro de saúde, contra 13,7% de hospital.

O setor gerou cerca de 3,985 mil milhões de euros em volume de negócios em 2024. O valor acrescentado bruto, segundo o INE, foi de 2,496 mil milhões e sustentou cerca de 53 mil empregos, com forte peso no interior.

Relevância territorial e fiscal

A análise aponta que cada euro de produção nas farmácias gera 3,21 euros de produção total na economia, contribuindo com 1,214 mil milhões de euros de receita fiscal. O impacto chega a 7,8% do orçamento do SNS em 2024.

Para a presidente da ANF, Ema Paulino, o estudo evidência a capilaridade e a confiança das farmácias, reforçando o papel como agente de coesão territorial e parceira do SNS na saúde mais eficiente.

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