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Associação diz que serviços negam atendimento a grávidas sem contacto com SNS24

APDMGP alerta para casos frequentes de grávidas sem contacto com a Linha SNS24 a verem o atendimento recusado nas urgências, gerando atrasos e vias privadas

Foto: Reinaldo Rodrigues / Arquivo
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  • A Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP) afirma que é frequente haver recusas de atendimento a grávidas por falta de contacto com a Linha SNS 24.
  • O caso do hospital de Faro, ocorrido na sexta-feira, envolve uma grávida que não foi atendida ao chegar às urgências sem telefonar previamente.
  • A administração da Unidade Local de Saúde do Algarve abriu um inquérito para apurar os factos e possíveis responsabilidades.
  • A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) informou ter iniciado um processo de avaliação para esclarecer os factos e verificar o cumprimento normativo.
  • A lei pede contacto com a Linha SNS 24 antes de dirigir-se ao hospital, mas mesmo sem contacto prévio deve assegurar-se a inscrição na urgência e a triagem; há relatos de atrasos ou falhas na triagem em algumas situações.

A Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP) afirmou que são frequentes os casos de grávidas que chegam aos hospitais sem ter contacto prévio com a Linha SNS24. A queixa baseia-se em relatos de utentes que enfrentam dificuldades no atendimento.

No hospital de Faro, na sexta-feira, uma grávida que se dirigiu às urgências sem ter ligado para a SNS24 não foi atendida de imediato. O caso motivou a abertura de um inquérito pela Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve para apurar factos e eventuais responsabilidades.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) também confirmou ter iniciado um processo de avaliação para esclarecer os factos e verificar o cumprimento das normas aplicáveis. A lei estabelece o contacto prévio com a SNS24, mas exige que o serviço assegure a inscrição na urgência mesmo quando esse contacto não é feito.

Contexto e impacto

Sara do Vale, presidente da APDMGP, referiu situações em que grávidas não são triadas, chegando a ter de recorrer a atendimento privado. Em alguns casos, relatos apontam atrasos superiores a uma hora até serem atendidas, com dificuldades de comunicação por falta de domínio linguístico.

Segundo a APDMGP, há relatos de casais que não falam português, que enfrentaram demora no atendimento após chegar ao hospital sem contacto prévio. Em alguns cenários, a triagem não foi iniciada, levando a desfechos que, segundo a associação, violam direitos básicos de acesso à saúde.

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