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ULS Algarve investiga caso de grávida sem assistência em Faro

ULS do Algarve abre inquérito para apurar falha de atendimento a grávida no hospital de Faro; aponta para melhoria de circuitos assistenciais

Hospital de Faro
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  • A ULS do Algarve abriu um inquérito para apurar factos e eventuais responsabilidades no caso de uma grávida que viu negada assistência no Hospital de Faro na sexta-feira.
  • Segundo a SIC, a grávida terá sido transferida para Portimão, cerca de setenta quilómetros, depois de chegar por vias próprias sem contactar o SNS 24; acabou por ser assistida pelo INEM junto à urgência de Faro e, posteriormente, transferida para Portimão, onde teve o parto.
  • O Hospital de Faro tinha a valência de Ginecologia/Obstetrícia e o Bloco de Partos estava aberto apenas para urgências internas ou referenciadas, o que levou ao encaminhamento para o Hospital do Barlavento Algarvio em Portimão.
  • A ULS informou que o desfecho clínico foi adequado e que o inquérito visa apurar a factualidade, o cumprimento dos circuitos assistenciais e eventuais melhorias organizacionais e assistenciais.
  • A ministra da Saúde e a Entidade Reguladora da Saúde anunciaram processos de avaliação para esclarecer os factos e assegurar que nenhuma grávida fique sem atendimento nestas circunstâncias; aguardam o relato completo.

A administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve abriu um inquérito para apurar factos e eventuais responsabilidades no caso de uma grávida que ficou sem assistência no Hospital de Faro, na sexta-feira. A decisão visa clarificar o que aconteceu, quem esteve envolvido e as ações a cumprir.

Segundo a SIC, a grávida foi transferida para Portimão após chegar ao hospital de Faro por meios próprios, sem contactos prévios com o SNS24 ou com o INEM. A situação resultou num parto realizado no Hospital do Barlavento, em Portimão, a cerca de 70 quilómetros.

A ULS informou que a grávida foi assistida pela ambulância do INEM junto à urgência de Faro e, por não estar referenciada no Bloco de Partos, foi encaminhada para Portimão, que tinha valência aberta para urgências. A administração diz que o inquérito permitirá avaliar o cumprimento dos circuitos e eventuais melhorias.

Desfecho clínico e respostas institucionais

A ULS sublinhou que, no final, houve um desfecho adequado da situação clínica da grávida, mas reiterou a necessidade de apurar responsabilidades e melhorar procedimentos.

Reacções regulatórias e políticas

A ministra da Saúde destacou que o SNS pediu esclarecimentos à ULS do Algarve e que nenhuma grávida pode ficar sem atendimento. Já a ERS anunciou um processo de avaliação para esclarecer os factos e verificar o cumprimento normativo aplicável.

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