- Moçambique reforça medidas de prevenção e prontidão face ao surto de Ébola na República Democrática do Congo e em Uganda, sem registar qualquer caso no país.
- O Instituto Nacional de Saúde tem capacidade laboratorial para testagem e isolamento do vírus e reforça a vigilância nas unidades de saúde, comunidades e pontos de entrada.
- Estão a decorrer treino de equipas provinciais para recolha e transporte seguro de amostras, exercícios de simulação em Cabo Delgado, Niassa e Tete e atualização técnica de profissionais de saúde.
- O Ministério apela à população para consultar informação em canais oficiais, evitando desinformação e mantendo medidas de prevenção como lavagem das mãos e evitar contacto com doentes, procurando ajuda médica se houver febre, vómitos, diarreia ou hemorragia, especialmente após viagens a áreas afetadas.
- Uganda fechou temporariamente a fronteira com a RDCongo; a Organização Mundial da Saúde declarou o surto como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional em 17 de maio de 2026; até ao momento há 906 casos e 223 óbitos (RDCongo: 899/222; Uganda: 7 casos e 1 morto).
Moçambique está a reforçar as medidas de prevenção e prontidão face ao evoluir do surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e em Uganda. O Ministério da Saúde garante que não há registo de casos no país. O objetivo é manter Moçambique como país de baixo risco, em coordenação com entidades regionais e internacionais.
O ministério indica que o Instituto Nacional de Saúde possui capacidade laboratorial para testagem, isolamento e manejo do vírus. Estão a acompanhar-se a intensificação da vigilância nas unidades de saúde, comunidades e pontos de entrada no país.
Treino de equipas provinciais para recolha, processamento e transporte seguro de amostras, exercícios de simulação e atualização técnica dos profissionais de saúde estão em curso, para reforçar a resposta local a possíveis casos.
Dados do surto e contexto regional
O Ministério apela à população para recorrer apenas aos canais oficiais de informação, evitando desinformação e reforçando as medidas de prevenção. Entre elas estão a lavagem das mãos, evitar contacto com doentes e procurar assistência médica em caso de febre ou diarreia, sobretudo após viagens a áreas afetadas.
As autoridades de Uganda anunciaram o encerramento temporário da fronteira com a RDCongo para conter a propagação do surto de cólera, detectado no país vizinho desde 15 de maio.
No dia 17 de maio de 2026, a Organização Mundial da Saúde declarou o surto como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional. Até ao momento, regista-se 906 casos e 223 óbitos, com 899 casos e 222 óbitos na RDCongo e 7 casos, com 1 morto, em Uganda.
Este é o 17.º episódio de Ébola registado na RDCongo desde 1976. O vírus provoca febre hemorrágica, com mortalidade elevada, sendo menos contagioso que a covid-19 ou o sarampo.
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