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Ministra exige esclarecimentos sobre atendimento a grávidas

Ministra aponta falha em Faro: grávida recusada sem contacto prévio; hospital enviou para Portimão e parto ocorreu com assistência VMER, legitimando necessidade de formação e triagem.

Ana Paulo Martins disse que em breve terá o relato completo dos factos passados na ULS do Algarve
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  • A ministra da Saúde disse que a Direção Executiva do SNS pediu esclarecimentos à ULS do Algarve sobre a grávida rejeitada pelo hospital de Faro.
  • O INEM prestou assistência à porta das urgências, mas o hospital mandou transportar a grávida para Portimão, a setenta quilómetros de distância.
  • Ao chegar a Portimão, a criança já nascera saudável; o bloco de partos de Faro estava encerrado e a única obstetra presente só atendia casos de risco previamente identificados.
  • A grávida não entrou na urgência de Faro porque não tinha ligado previamente para a linha SNS 24; a lei prevê contacto prévio, mas, mesmo sem esse contacto, a pessoa deve ficar inscrita na urgência e na triagem.
  • A ministra indicou que, em breve, terá o relato completo dos factos e sublinhou a necessidade de formação dos profissionais para assegurar o cumprimento da lei.

A ministra da Saúde pediu esclarecimentos à ULS do Algarve sobre a grávida rejeitada pelo hospital de Faro, assegurando que nenhuma grávida pode ficar sem atendimento nestas circunstâncias. A aprovação veio após o incidente na sexta-feira passada.

Ana Paula Martins enalteceu a rapidez do INEM, destacando a necessidade de formação nas unidades de saúde para cumprir a lei e garantir o atendimento adequado. Em breve deverá chegar o relato completo sobre o caso.

O Hospital de Faro recusa atender uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, por não ter contactado previamente a linha SNS 24. O INEM assistiu-a à porta das urgências, mas o hospital ordenou o transporte para Portimão, a 70 km.

A grávida chegou ao final da tarde ao Hospital de Faro pelos seus meios, vindos de Almancil, sem inscrição prévia na urgência. O bloco de partos estava fechado e apenas uma obstetra estava disponível, para casos de risco identificados.

A mulher ligou para o 112 ainda no hospital; uma VMER esteve perto e acompanhou-a à porta das urgências. O médico do INEM confirmou a iminência do parto e pediu a abertura de exceção, sem sucesso junto do hospital.

Seguiu-se viagem de 70 quilómetros em ambulância, com a VMER a acompanhar. A criança nasceu saudável pouco depois de chegar a Portimão, ao final da tarde, numa ocorrência que envolve a linha SNS 24 e a legislação de triagem prévia.

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