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Filho do fundador da Mango abandona cargos após suspeita de homicídio do pai

Filho do fundador da Mango deixa cargos de direção para se defender de alegações de homicídio do pai; empresa afirma apoio aos quadros e continuidade

Isak Andic, o fundador da Mango
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  • Jonathan Andic, filho do fundador Isak Andic, deixou temporariamente os órgãos de direção da Mango, conforme carta aberta enviada aos meios de comunicação espanhóis.
  • Reiterou a sua inocência na acusação de homicídio do pai e disse que a decisão visa concentrar-se na defesa; mantém ligação a outros projetos familiares, empresariais e sociais.
  • O presidente executivo da Mango, Toni Ruiz, expressou apoio a Jonathan e afirmou a unanimidade dos membros do Conselho de Administração quanto a esse entendimento; a empresa diz estar no melhor momento e com visão de longo prazo.
  • Jonathan Andic foi detido a dezoito e nove de maio; pagou fiança de um milhão de euros para evitar prisão preventiva e ficou proibido de sair do país, estando o passaporte apreendido. A polícia catalã investiga a possível morte do fundador.
  • Isak Andic morreu em Montserrat, em dezembro de 2024; a fortuna, estimada pela Forbes em quatro mil e quinhentos milhões de euros, foi herdada pelos três filhos; a Mango tem cerca de três mil lojas e mais de dezoito mil trabalhadores. Em 2025 a empresa teve receitas de três mil e oitocentos milhões de euros.

O filho do fundador da Mango, Jonathan Andic, deixou os cargos na direção da empresa após ser suspeito da morte do pai. A decisão foi anunciada por ele numa carta aberta aos meios de comunicação espanhóis. Andic era vice-presidente da rede, presente em Portugal.

Na carta, o empresário afirma ter abandonado temporariamente os órgãos de direção para se centrar na defesa. Reitera a sua inocência e qualifica a acusação de homicídio do pai como injusta e infundada. Acrescenta que, apesar das dificuldades, as famílias costumam superá-las.

Jonathan Andic mantém o vínculo com outros projetos familiares, empresariais e sociais, disse na mensagem. O CEO da Mango, Toni Ruiz, enviou um comunicado interno de apoio, assegurando que o Conselho de Administração partilha dessa posição e confia num desfecho rápido do processo judicial.

O Ministério Público e a polícia da Catalunha estão a investigar a morte de Isak Andic, fundador da Mango, ocorrida em Montserrat, perto de Barcelona, em dezembro de 2024. O filho do empresário foi detido a 19 de maio e libertado mediante fiança de 1 milhão de euros, mantendo-se obrigado a apresentar-se semanalmente às autoridades.

Após a morte de Isak Andic, Toni Ruiz passou a presidente executivo, acumulando agora os cargos de direção. A família Andic detém 95% do grupo, com o restante distribuído entre acionistas. A Mango tem cerca de 3 mil lojas e emprega mais de 18 mil pessoas em mais de 120 países.

A Mango apresentou receitas de 3.8 mil milhões de euros em 2025, com lucros de 242 milhões. A empresa continua a afirmar estabilidade e a manter padrões elevados de governação corporativa, segundo o comunicado interno.

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