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Desconfiança nas vacinas favorece ressurgimento de doenças, alerta DGS

Desconfiança global em vacinas alimenta reaparecimento de doenças; DGS assegura segurança em Portugal e destaca milhares de vidas salvas pela vacinação contra a Covid-19

Desconfiança nas vacinas está a levar ao ressurgimento de doenças no mundo, alerta DGS
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  • A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, alertou que a desconfiança nas vacinas em várias partes do mundo está a provocar o ressurgimento de doenças, como o sarampo, em países como os Estados Unidos.
  • Garantiu aos portugueses que é seguro vacinarem-se em Portugal e que, se não fosse seguro, as vacinas não estariam disponíveis nem recomendadas pelas autoridades de saúde.
  • A audiência, solicitada pelo Chega, tratou de transparência contratual, comunicação de risco, farmacovigilância e eventual responsabilidade do Estado na vacinação contra a covid‑19.
  • A OMS é citada para dizer que a vacinação contra a covid‑19 evitou cerca de 1,6 milhões de mortes na Europa, destacando o valor das vacinas na preservação de vidas.
  • Segundo relatório do Infarmed, até final de 2022 houve mais de 39 mil suspeitas de reações adversas (RAM), 1,4 casos por mil doses, com 8.518 RAM graves (0,3 por mil) em quase 28 milhões de doses administradas desde o fim de 2020.

A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, alertou que a desconfiança nas vacinas em várias partes do mundo está a provocar o ressurgimento de doenças, como o sarampo. O aviso foi feito numa audição parlamentar, na sequência de um requerimento do Chega.

A responsável da DGS garantiu aos deputados que vacinar-se em Portugal é seguro. Afirmou que, se não fosse, as vacinas não estariam disponíveis nem recomendadas pelas autoridades de saúde.

A dirigente explicou que a desconfiança atual já não é um pormenor, passando a ter impacto real na circulação de doenças erradicadas, citando o sarampo como exemplo em várias regiões.

Sobre a covid-19, Rita Sá Machado refere um estudo da OMS que aponta que a vacinação evitou cerca de 1,6 milhões de mortes na Europa. A prioridade é equilibrar riscos e benefícios de qualquer medicamento.

A diretora-geral reiterou que as vacinas contra a covid-19 usadas em Portugal cumpriram requisitos legais e demonstraram qualidade, segurança e eficácia, segundo padrões internacionais.

Ela sublinhou que, se houve uma lição da pandemia, é que os portugueses podem confiar na DGS, no Ministério da Saúde e nos profissionais de saúde. A confiança pública é fundamental, disse.

A ex-ministra Marta Temido, também ouvida, afirmou que a rápida aprovação das vacinas foi necessária pela urgência. Contudo, assegurou que o processo manteve cautela e normas rigorosas.

Relativamente à segurança, o Infarmed publicou em 2023 um relatório sobre a covid-19, com mais de 39 mil RAM até 2022, correspondendo a 1,4 casos por mil doses. Quase 28 milhões de doses administraradas no período.

Das RAM registadas, 8.518 foram consideradas graves, o que representa 0,3 casos por mil vacinas, segundo o mesmo relatório do Infarmed. Os dados referem-se ao início da vacinação, em 2020, até 31 de dezembro de 2022.

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