- Angola está entre os dez países africanos em risco de ser afetado pelo Ébola, segundo o Africa CDC da União Africana.
- Os outros países em risco são Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Tanzânia, Etiópia, República do Congo, Burundi, República Centro-Africana e Zâmbia.
- Na República Democrática do Congo registram-se cerca de setecentos e cinquenta casos suspeitos e 177 mortes suspeitas.
- A epidemia foi declarada a 15 de maio e é a segunda maior que se conhece no mundo; a estirpe Bundibugyo não tem vacina disponível.
- A taxa de mortalidade varía entre 30% e 50%; não é tão contagiosa quanto a covid-19 ou o sarampo, e as medidas de contenção centram-se na deteção rápida e no cumprimento de barreiras.
Angola está entre os 10 países africanos com maior risco de ser afetado pela epidemia de ébola, a ser analisada no contexto da RDCongo, epicentro da crise, e do Uganda. A lista foi anunciada numa conferência de imprensa pelo presidente do Africa CDC, braço do continente da UA, Jean Kaseya.
Segundo Kaseya, o grupo identifica 10 nações em risco: Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Tanzânia, Etiópia, República do Congo, Burundi, Angola, República Centro-Africana e Zâmbia. O alerta insere Angola numa posição de vigilância regional.
A situação na RDCongo é marcada por números elevados, com cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país tem aproximadamente 100 milhões de habitantes e o surto tem capacidade de propagação rápida.
A OMS descreve a epidemia na RDCongo como a 17.ª a afetar o país e a segunda maior do mundo já registada. A doença foi declarada em 15 de maio, associada a uma nova estirpe do ébola sem vacina disponível.
A estirpe Bundibugyo é responsável pela atual crise e não possui tratamento vacinal aprovado. As orientações de contenção concentram-se na aplicação de medidas de barreira e na deteção rápida de casos para impedir a transmissão.
Persistência de medidas e contexto regional
A prioridade passa pela vigilância contínua, pela rápida identificação de casos suspeitos e pelo reforço de medidas de higienização nas comunidades. O objetivo é evitar propagação para os países vizinhos da região.
As autoridades de saúde destacam que, apesar de o vírus ser menos contagioso que a covid-19 ou o sarampo, a ausência de vacina torna crucial o cumprimento das normas de biossegurança e o manejo imediato de qualquer sintoma febril.
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