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OMS alerta para dimensão e velocidade da epidemia de Ébola

OMS preocupa-se com a dimensão e velocidade do surto de Ébola no Congo, com 131 mortos e 500 casos, ante o risco de maior propagação

Pessoas lavam as mãos à entrada de um hospital em Bunia, Congo, domingo, 17 de maio de 2026
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  • O surto de Ébola no Congo já provocou pelo menos 131 mortos e registou 500 casos, com transmissão também no Uganda.
  • O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde reúne-se na terça-feira para definir medidas temporárias de combate.
  • Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou estar profundamente preocupado com a dimensão e velocidade da epidemia; o surto é uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.
  • Existem muitos casos suspeitos, transmissão em zonas urbanas densamente povoadas e mortes entre profissionais de saúde, fatores que podem aumentar a propagação.
  • O surto começou em abril; a deteção tardia atrasou a resposta, com pelo menos cinquenta mortes já registadas até o alerta de 5 de maio e quatro mortes entre profissionais de saúde.

O surto de Ébola no Congo já provocou pelo menos 131 mortos e registou 500 casos, segundo as autoridades congolesas. O surto, centrado na província de Ituri, já se espalhou para Uganda, onde foram registados dois casos e uma morte.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde vai reunir-se na terça-feira para definir medidas temporárias de resposta ao novo surto. A OMS declarou o surto como emergência de saúde pública de interesse internacional, a par com o surto em Uganda e Congo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, durante a Assembleia Mundial de Saúde em Genebra, a preocupação com a escala e rapidez da epidemia. Em paralelo, destacou que há vários fatores que podem agravar a propagação.

Entre os fatores apontados estão o elevado número de casos suspeitos, incluindo mortes pendentes de confirmação, bem como a transmissão em zonas urbanas densamente povoadas como Kampala e Goma. A OMS também reporta mortes entre profissionais de saúde.

O vírus em circulação é o Bundibugyo, menos comum que outros Ébola, o que dificulta a resposta por não existirem tratamentos ou vacinas específicos. Especialistas destacam que as equipas de intervenção recorrem a medidas de base para conter a transmissão.

Para além do controlo clínico e vigilância, as autoridades enfatizam a importância de rastrear contactos, reforçar laboratórios, assegurar enterros seguros e mobilizar a comunidade. A vacinação é indicada quando possível.

Jean Kaseya, diretor-geral dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças, sublinhou que a deteção tardia atrasou a resposta e permitiu a propagação. O primeiro caso suspeito terá surgido a 24 de abril, com óbito a 27 de abril, em Ituri.

Segundo a OMS, pelo menos quatro mortes ocorreram entre profissionais de saúde que apresentaram sintomas de Ébola. A evolução do surto depende de esforços de vigilância, diagnóstico e mobilização comunitária na região.

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