- José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, afirma que o primeiro-ministro prometeu dar médico de família a todos até ao final de 2025, numa referência à promessa feita pelodr. Luís Montenegro durante a campanha eleitoral.
- Montenegro apresentou, a 9 de fevereiro de 2024, um programa de emergência para o Serviço Nacional de Saúde, com a meta de garantir médico de família para todos até ao final de 2025.
- O programa de Governo de 2024 também previa, num plano apresentado em 60 dias, assegurar a resposta de médico de família a todos os portugueses, com prioridade para as pessoas mais frágeis.
- Segundo o portal da transparência do SNS, em março de 2026 havia 1.624.358 utentes inscritos em cuidados de saúde primários sem médico de família atribuído, representando cerca de 15,08% do total.
- O pico de utentes sem médico de família ocorreu em maio de 2023, com 1.757.747 pessoas, correspondendo a 16,57% dos inscritos nessa altura.
Em entrevista ao Now, o secretário-geral do PS questionou a posição do Governo sobre a saúde, referindo que o primeiro-ministro terá prometido garantir médico de família para todos até ao final de 2025. A afirmação surge no contexto de críticas à perceção pública de insensibilidade governamental.
Carneiro lembrou declarações do bastonário da Ordem dos Médicos sobre mais de 1,6 milhões de portugueses sem médico de família e defendeu que o PS também esteve no Governo, sem ter resolvido o problema. A referência central é a promessa de Montenegro em campanha eleitoral.
Contexto e promessas
Em fevereiro de 2024, na apresentação do programa da Aliança Democrática, Luís Montenegro anunciou um programa de emergência para o SNS. Entre as medidas, prometia assegurar uma resposta de médico de família a todos até o final de 2025.
O programa governamental, apresentado em 2024, reiterava a meta de atribuir um médico de família a todos, com prioridade a doentes vulneráveis, e a criação de vales de consulta e cirurgia para tempos de resposta.
Dados oficiais do SNS, consultados até março de 2026, mostram 1.624.358 utentes sem médico de família atribuídos. Isso representa 15,08% dos 10.774.573 utentes inscritos nos cuidados primários.
Desdobramentos e números
O pico de utentes sem médico ocorreu em maio de 2023, com 1.757.747 pessoas, cerca de 16,57% do total naquela altura. Este cenário é utilizado no debate sobre a viabilidade de cumprir a promessa de 2025.
Conclui-se que a promessa de atribuir médico de família a todos os portugueses até 2025 foi originalmente exposta durante a campanha de Montenegro, em fevereiro de 2024, e permanece em análise face aos dados atuais do SNS.
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