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Governo reduz meta de 360 mil para 60 mil para ampliar médicos de família

Governo reduz meta de médicos de família para 60 mil utentes até 2029, após atrasos de centros de saúde privados e do setor social

Há cerca de 1,6 milhões de utentes sem médico de família em Portugal
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  • O Governo reduziu a meta de atribuição de médicos de família a utentes, passando de 360 mil em 2025 para 60 mil até 2029, com apoio de privados e do setor social.
  • Os centros de saúde geridos por entidades privadas (USF-C) continuam atrasados, e as convenções com privados ainda não avançaram.
  • A nova meta consta numa proposta de lei do Executivo de Luís Montenegro entregue ao Parlamento no final de abril.
  • Segundo o Público, já houve concursos lançados e duas USF-C adjudicadas, com entrada em funcionamento previstas para este ano.
  • No Dia Mundial do Médico de Família, a Ordem dos Médicos apresentou um compromisso estratégico para melhorar o acesso universal, com três eixos; o número de especialistas aumentou de 6 mil para 9 mil, enquanto utentes sem médico cresceram de 1 milhão (2015) para 1,6 milhões.

O Governo reduziu a meta de abertura de médicos de família a utentes, recorrendo a privados e ao setor social. O objetivo inicial da emergência era cobrir 360 mil cidadãos em 2025, com USF-C geridas por entidades privadas. O novo texto aponta para médico de família a mais de 60 mil utentes até 2029.

Mais de 1,6 milhões de habitantes continuam sem médico de família no país, com aumento significativo na Região de Lisboa e Vale do Tejo. O atraso na implementação das USF-C e nas convenções com médicos que trabalham no privado levou a nova determinação, divulgada num diploma entregue ao Parlamento.

A mudança surge em meio a concursos já lançados, com duas USF-C adjudicadas e previsão de funcionamento ainda neste ano, num cenário em que as convenções com especialistas em medicina geral e familiar privadas também não avançaram.

Nove mil médicos de família é o objetivo que a Ordem dos Médicos destaca para o Dia Mundial da Classe. Em entrevista à TSF, o bastonário Carlos Cortes sublinha que a população sem médico de família baixou de 1,6 milhões para 1,6 milhões desde 2015, com o aumento de médicos inscritos de 6 mil para 9 mil.

A Ordem dos Médicos apresenta um compromisso estratégico para a medicina geral e familiar, centrado em acesso universal, valorização dos profissionais e governação clínica eficaz, visando reforçar a resposta do SNS. A instituição aponta falhas na atuação governamental, oferecendo colaboração para acelerar soluções.

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