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Sarampo em Beja: três casos confirmados e mais de 500 contactos de risco

Beja enfrenta surto de sarampo com três casos e quase 500 contactos de risco, maioritariamente não vacinados

O sarampo só pode ser prevenido por vacinação
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  • A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo confirmou três casos de sarampo em Beja desde o início de abril, todos em adultos entre 30 e 55 anos.
  • Dois casos ocorreram em pessoas não vacinadas, o terceiro em alguém com o esquema vacinal recomendado pelo Programa Nacional de Vacinação.
  • Quase 500 contactos de risco foram identificados, com contacto telefónico para quase todos, priorizando crianças e não vacinados; mais de 120 destes contactos foram vacinados por ter apenas uma dose ou nenhuma dose na exposição.
  • Os médicos consideram o episódio como um surto, estando a ser seguido o conjunto de normas da Direção-Geral da Saúde para prevenir novos casos; não é possível prever a evolução da doença ainda dentro do período de incubação.
  • Em Portugal, no ano passado registaram-se 21 casos de sarampo, entre 7.655 casos na União Europeia; a taxa de vacinação na primeira dose rondou 99% e na segunda 96% segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) identificou três casos de sarampo no concelho de Beja desde o início de abril, e quase 500 contactos de risco foram apurados. Os casos ocorreram em adultos com idades entre 30 e 55 anos. Dois não estavam vacinados e um seguia o esquema recomendado pelo PNV.

A ligação epidemiológica entre os casos foi confirmada pela equipa da ASL da ULSBA. Entre os contactos identificados, a maioria foi notificada por telefone, com prioridade para crianças e pessoas não vacinadas.

Caso em Beja e contatos de risco

Mais de 120 pessoas foram vacinadas durante a avaliação, seguindo a norma da DGS. O facto de um caso surgir numa pessoa não vacinada não é visto como motivo imediato de alarme, já que a proteção com duas doses é considerada muito eficaz.

O profissional de saúde Bruno Pinto Rebelo explicou que o surto já envolve um conjunto de ocorrências súbitos no território em questão. As autoridades continuam a acompanhar a situação de perto e a cumprir as orientações oficiais para impedir novos casos.

A DGS aponta que o período de incubação do sarampo pode ir de seis a 23 dias, o que condiciona eventuais evoluções a curto prazo. Não é possível prever com exatidão como se desenvolverá o surto na região.

Contexto nacional

No conjunto de Portugal, a vaga de sarampo de 2025 foi reportada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. O relatório indica 7655 casos em 30 países da UE, com 21 confirmados em Portugal.

Quase metade dos casos em Portugal ocorreu em março de 2025, e a taxa de vacinação atingiu 99% na primeira dose e 96% na segunda. Em Lisboa, Vale do Tejo e na região Centro, os casos estiveram associados a importação.

O sarampo é uma infeção viral com febre, tosse, conjuntivite, corrimento e manchas vermelhas. A transmissão ocorre por gotículas ou pelo ar, sobretudo quando quem está infetado tosse ou espirra.

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