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Finalistas do International Booker 2026 incluem temas coloniais e nazismo

Seis romances finalistas disputam o International Booker 2026; o veredito é conhecido esta semana, com o vencedor a receber 57 mil euros e reconhecimento global

Antevisão da lista de finalistas do Prémio Booker Internacional 2026
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  • Seis romances traduzidos estão na corrida ao Prémio Internacional Booker 2026, com o prémio principal de 57 mil euros; cada finalista recebe quase 3 mil euros.
  • O grupo de finalistas é internacional: cinco das seis autoras são mulheres; quatro das seis tradutoras também o são; os livros nasceram em cinco línguas diferentes, com oito nacionalidades representadas entre autores e tradutores.
  • O júri é chefiado pela presidente Natasha Brown, que destacou que os seis livros captam momentos ao longo do último século e evocam esperança, lucidez e humanidade.
  • A cerimónia de anúncio do vencedor decorre a partir das 23h CET de terça-feira, 19 de maio de 2026, na Tate Modern, em Londres.
  • Entre os finalistas estão: Taiwan Travelogue; She Who Remains; The Witch; The Nights Are Quiet In Tehran; The Director; On Earth As It Is Beneath.

O Prémio Internacional Booker 2026 tem hoje a sua seleção final de seis romances traduzidos, disputando o galardão principal no valor de 57 mil euros. A distinção é atribuída a um livro traduzido para inglês e publicado no Reino Unido ou na Irlanda. Cada autor e tradutor finalista recebe perto de 3 mil euros.

A presidente do júri, a escritora Natasha Brown, afirmou que as obras finalistas captam momentos ao longo do último século e reverberam com a história. A comitiva destacou ainda a presença de cinco mulheres entre os autores e quatro entre os tradutores, representando oito nacionalidades diferentes.

Os seis finalistas são: uma viagem literária pela Taiwan colonial japonesa, uma ficção albanesa sobre o código legal que trata as mulheres como propriedade, uma história francesa sobre uma bruxa e a maternidade, uma família iraniana em resistência política, uma biografia ficcional de um realizador de cinema e um romance brutal sobre uma colónia penal.

Taiwan Travelogue – Yáng Shuāng-zǐ, tradução de Lin King

Situado nos anos 30, em Taiwan sob domínio japonês, acompanha a escritora Aoyama Chizuko e a sua intérprete. Explora a relação entre as duas mulheres, marcada por desejo, silêncios e tensões da era colonial. O romance equilibra romance e crítica pós-colonial, com descrições de comida e diálogos reveladores. Publicado em mandarim em 2020, recebeu o Golden Tripod.

She Who Remains – Rene Karabash, tradução de Izidora Angel

Ambientado numa comunidade albanesa em vias de desaparecer, o romance centra Bekija, mulher de 33 anos confrontada com um casamento forçado. A narrativa descreve a transformação de Bekija à medida que assume o nome Matija e se torna a última “virgem jurada” da comunidade. A obra é elogiada pela forma como lida com memórias dolorosas e identidade.

The Witch – Marie NDiaye, tradução de Jordan Stump

Publicado em francês em 1996, segue Lucie, uma mulher marcada pela invisibilidade social e por um casamento que se desfaz. As filhas herdam a magia, o marido parte, a família desmorona. O romance é descrito como irónico, onírico e inquietante, expondo questões sobre maternidade e mulheres.

The Nights Are Quiet In Tehran – Shida Bazyar, tradução de Ruth Martin

Atravessa quatro décadas desde a revolução de 1979, acompanhando uma família através de convulsões políticas e exílio. Quatro narradores diferentes descrevem períodos distintos, com capítulos que abrem sobre liberdades limitadas, opressão e resistência. O livro é apresentado como uma reflexão sobre desejo de liberdade.

The Director – Daniel Kehlmann, tradução de Ross Benjamin

Ambientado nos anos 30, com o cinema a servir de cenário, segue G. W. Pabst, realizador em fuga para Hollywood à medida que a Alemanha se aproxima do regime. O romance analisa as ilusões do cinema, explorando as relações entre arte, poder, beleza e barbárie.

On Earth As It Is Beneath – Ana Paula Maia, tradução de Padma Viswanathan

Situado numa colónia penal na natureza, onde os reclusos podem ser reabilitados, mas permanecem aprisionados. Nos dias finais da prisão, uma caçada nocturna começa, com o diretor armado e a comunidade à deriva. O júri descreve a obra como perturbadora, destacando o foco num grupo isolado e nos seus laços desfeitos.

A cerimónia de anúncio do vencedor está prevista para as 23h CET de terça-feira, 19 de maio de 2026, na Tate Modern, em Londres. O livro premiado receberá o reconhecimento internacional e a respetiva divulgação global. Credita-se às obras finalistas a diversidade de línguas e de perspetivas que o prémio valoriza.

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