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OMS propõe tratar o clima como emergência de saúde pública

OMS é instada pela Comissão Pan-Européia a declarar alterações climáticas como emergência de saúde pública internacional, com cortes em subsídios aos fósseis e reforço dos sistemas de saúde

Passagem de sucessivas tempestades na região centro de Portugal, em Fevereiro de 2026
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  • A Comissão Pan-Europeia sobre Clima e Saúde pediu à Organização Mundial da Saúde que declare as alterações climáticas como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
  • O relatório de 54 páginas apresenta 17 recomendações dirigidas à OMS e aos governos dos 53 países da região europeia, incluindo a eliminação gradual de subsídios aos combustíveis fósseis.
  • A comissão defende colocar o clima e a saúde no centro da segurança nacional, envolvendo defesa, energia e finanças, e considera as alterações climáticas um risco de segurança, com impactos na saúde, infraestruturas e segurança alimentar e hídrica.
  • O documento insiste na transformação dos sistemas de saúde, na formação de profissionais de saúde em alterações climáticas, na melhoria da saúde mental e na integração de indicadores climáticos nas avaliações de desempenho.
  • Propõe ações locais, padrões de compras públicas amigas do clima e métricas que valorizem saúde, equidade e sustentabilidade, bem como uma coordenação mais forte da OMS no sistema das Nações Unidas.

A Comissão Pan-Europeia sobre Clima e Saúde pediu à Organização Mundial da Saúde que declare as alterações climáticas como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O apelo, apresentado este domingo, vem acompanhado de 17 recomendações dirigidas à OMS e aos governos da região europeia.

Segundo o grupo, a crise climática é uma ameaça à alimentação, à água, à energia e à segurança nacional, exigindo uma resposta política mais célere. O relatório sustenta que o atual enquadramento do Regulamento Sanitário Internacional não funciona para crises de grande escala.

A comissão foi criada pelo diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, e tem Katrín Jakobsdóttir, antiga primeira-ministra da Islândia, à frente. O documento alerta que governos gastam milhões em subsídios aos fósseis, agravando pressões sobre os sistemas de saúde.

Clima, saúde e segurança

O texto afirma que o clima está ligado a riscos de segurança, com impactos diretos na saúde e na estabilidade económica. A região pan-europeia é apontada como a que aquece mais rapidamente globalmente, reduzindo a janela de ação preventiva.

Katrín Jakobsdóttir sublinha que a crise não é apenas futura, mas presente, exigindo ações rápidas. A presidente da comissão defende que investir em ação climática é criar sociedades mais justas e resilientes, não um fardo orçamental.

Recomendações-chave

Entre as propostas, está a de tratar as alterações climáticas como ameaça crescente à segurança sanitária e de transformar os sistemas de saúde. O grupo defende também o reforço da saúde mental e a inclusão de indicadores climáticos na avaliação de desempenho.

Os autores criticam os incentivos públicos, defendendo a reorientação de fomento de atividades que aceleram a crise para ações de prevenção. Economia, energia e transportes devem apoiar uma transição para renováveis e eficiência energética.

Implementação local e monitorização

A comissão destaca a importância de a ação ocorrer a vários níveis, com foco em cidades e comunidades. Propõe monitorização da implementação e partilha de conhecimento, visando aprender fazendo e adaptar políticas conforme resultados.

Andrew Haines, epidemiologista e conselheiro científico, afirma que as alterações climáticas já afetam a saúde na região por várias vias. As medidas de adaptação podem proteger a saúde e gerar benefícios para líderes políticos e para o público.

Finanças, métricas e cooperação

O relatório questiona métricas económicas que privilegiam o PIB, pedindo indicadores que incluem custos sanitários da poluição e impactos de desastres climáticos. Solicita ainda maior coordenação da OMS com agências da ONU para enfrentar o clima como tema de saúde global.

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