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Tripulação portuguesa no voo de repatriação de canadiano com hantavírus

DGS afirma não haver transmissão secundária no voo de repatriamento com tripulantes portugueses, isolando risco para a população em Portugal

Cidadão foi repatriado de Tenerife (Espanha) para o Canadá, a 10 de maio, numa aeronave com 12 tripulantes portugueses
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  • O voo de repatriamento, com doze tripulantes portugueses, transportou o cidadão canadiano infetado com hantavírus ligado ao cruzeiro Hondius.
  • A Direção-Geral da Saúde não encontrou evidência de transmissão secundária associada a este voo nem risco acrescido para a população portuguesa.
  • Durante a viagem, passageiros utilizaram máscara respiratória FFP2/N95; a tripulação usou máscara cirúrgica e luvas, e o avião foi descontaminado no final.
  • O canadiano apresentou sintomas na quinta-feira, quatro dias depois do voo, não se encontrando, à data da viagem, no período de transmissibilidade.
  • A OMS mantém o risco moderado para ex-passageiros e a tripulação e baixo para o resto da população; até ao momento foram confirmados oito casos e registaram-se três mortos no surto de hantavírus Andes, sem vacina nem tratamento específico, com letalidade de 27%.

O voo de repatriamento, realizado para trazer de Tenerife para o Canadá um cidadão canadiano infetado com hantavírus, incluiu uma equipa de 12 tripulantes portugueses. A operação passou sem qualquer evidência de transmissão secundária entre os passageiros ou a tripulação.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que, até ao momento, não há indicação de risco acrescido para a população em Portugal. O passageiro infetado manifestou sintomas na quinta-feira, quatro dias depois do voo, o que não o colocava no período de transmissibilidade segundo as orientações em vigor.

Durante a viagem, os passageiros usaram máscara FFP2/N95 e a tripulação máscaras cirúrgicas com luvas. Ao final, o avião foi descontaminado, adianta a DGS. O embarque de repatriação foi realizado no âmbito de uma operação entre Tenerife e o Canadá, envolvendo 12 profissionais de limpeza e transporte portugueses.

Contexto do surto

A OMS mantém o risco moderado para ex-passageiros e tripulação do cruzeiro Hondius, onde o hantavírus foi detetado pela primeira vez, e baixo para a restante população global. O surto, relacionado com a variante Andes, já confirmou oito casos em laboratório e três mortes até ao momento.

O hantavírus Andes pode causar síndrome respiratória aguda, sem vacina nem tratamento específico disponível. O período de incubação varia entre uma e seis semanas, com a letalidade associada estimada em 27% pela OMS.

Originado possivelmente antes do início da expedição em 1 de abril, o surto teve o primeiro óbito de um homem de 70 anos, num caso com sintomas surgidos em 6 de abril. As autoridades destacam que a transmissão pessoa-a-pessoa é rara, ocorrendo em contatos próximos e prolongados com secreções ou fluidos corporais.

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