- Em 2020, a taxa de emigração de enfermeiros portugueses para países da OCDE foi de 17,1%, com um aumento de 568% desde o ano 2000; nos dois últimos anos houve menos saídas.
- O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, defende a atribuição de um enfermeiro de família a utentes sem médico de família no SNS.
- Propõe ainda a implementação da Prática de Enfermagem Avançada (PEA) em Portugal, que permitiria aos enfermeiros um espaço clínico mais autónomo com poder de prescrição.
- O Livro Branco da Enfermagem é lançado pela Ordem, apresentado como uma “bíblia” para definir a estratégia futura da profissão, incluindo medidas e áreas prioritárias.
- Luís Filipe Barreira explica ao PÚBLICO os objetivos do documento e o papel que a PEA pode ter no sistema de saúde.
Em Portugal, a emigração de enfermeiros para países da OCDE tem mostrado variações ao longo dos anos. Em 2020, a taxa de saída situou-se em 17,1%, revelando um aumento de 568% face a 2000. Nos últimos dois anos, no entanto, foram registadas menos saídas para o estrangeiro.
A Ordem dos Enfermeiros (OE) apresenta o Livro Branco da Enfermagem, lançado neste sábado. O documento visa definir a estratégia para o futuro da profissão e traçar um conjunto de medidas e áreas prioritárias de atuação.
Livro Branco da Enfermagem
O bastonário Luís Filipe Barreira justifica a necessidade de reforçar a presença de enfermeiros nos cuidados primários, com um enfermeiro de família para utentes sem médico de família no SNS. O texto defende ainda a Prática de Enfermagem Avançada (PEA), que permite aos enfermeiros exercerem um papel clínico mais autónomo, incluindo avaliação, diagnóstico e gestão da doença, com reconhecida autorização para prescrição.
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