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Humorista defende acesso ao suicídio assistido e afirma não haver opções

Humorista recorre a tribunal de Ontário para acesso a suicídio assistido, após décadas de tratamentos falhados para doenças mentais

Foto: Cole Burston/AFP
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  • Humorista de 49 anos luta por acesso ao suicídio assistido e disse à BBC que não há mais nada a tentar.
  • Desde a adolescência foram-lhe diagnosticados múltiplos transtornos, incluindo transtorno bipolar, transtornos alimentares, ansiedade, transtorno de personalidade, transtorno por uso de substâncias e ideação suicida crónica.
  • Está inscrita num programa de atendimento psiquiátrico para doenças mentais graves e persistentes; já relatou tratamentos em quatro cidades da América do Norte ao longo de três décadas.
  • No Canadá, o suicídio assistido é legal para casos de doença grave em expansão, mas a medida ainda não está completamente implementada; Brosseau pediu a um tribunal de Ontário a isenção da lei atual.
  • Se obtiver aprovação, pretende ter a família, psiquiatras e a cadela Olive ao seu lado; quer despedir-se de forma a poupar os entes queridos da dor.

A humorista de 49 anos luta pela possibilidade de acesso ao suicídio assistido, afirmando que já não há tratamentos eficazes disponíveis. A solicitação ocorreu num tribunal de Ontário, no Canadá, como parte de um processo para isentar a legislação atual. A pedido, afirma não ter mais opções terapêuticas viáveis e descreve um quadro de sofrimento intenso.

Desde a adolescência, a artista enfrentou uma série de diagnósticos de saúde mental, incluindo transtorno bipolar, transtorno de ansiedade, transtornos alimentares e uso de substâncias. Ao longo de três décadas, passou por diferentes abordagens terapêuticas e tratamentos médicos, sem obter melhoria suficiente.

A decisão judicial surge num contexto em que o Canadá avalia ampliar as regras do suicídio assistido a pessoas com doenças mentais graves e resistentes ao tratamento. O governo adiou a medida várias vezes, citando preocupações com a preparação do sistema de saúde.

A humorista argumenta que a recusa de permitir o suicídio assistido a pacientes psiquiátricos reforça um estigma de que only doenças físicas são legitimadas para este tipo de escolha. Em caso de aprovação, pretende contar com a presença da família, dos médicos e da cadela Olive para apoio.

Expansão para pessoas com doença mental

O país tem mantido uma posição ambígua sobre o tema, autorizando o suicídio assistido em situações específicas, mas estudando a inclusão de doenças mentais graves. A decisão de Ontário poderá influenciar futuras políticas nacionais e o calendário legislativo.

Caso seja autorizado, a humorista pretende despedir-se de forma privada, desejando poupar os familiares da observação do momento final. O objetivo não é promover a morte, mas assegurar dignidade num limite extremo de sofrimento.

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