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Cuidados continuados perdem milhões no fim do PRR

Encerramento do PRR em agosto agrava a controvérsia no setor da saúde, com perdas entre 85 e 138,5 milhões de euros e críticas ao custo por cama

Unidades de cuidados continuados não beneficiaram de todos os fundos europeus aos quais poderiam ter acedido. Prazo termina em agosto próximo
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O encerramento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em agosto cria um clima de tensão no setor da saúde. A discussão envolve a gestão dos fundos europeus e o impacto financeiro nos cuidados continuados.

O presidente da ANCC, José Bourdain, fala num desastre na execução, alegando perda de 138,5 milhões de euros atribuída à anterior tutela. As críticas surgem num contexto de cuteladas políticas entre instituições.

Reações e desdobramentos

A ex-secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, afirma ter impedido uma paralisia total do plano, negando incompetência na gestão. Já Manuel Lemos, da UMP, aponta uma perda de 85 milhões e associa o valor a um subfinanciamento por cama.

As Misericórdias portuguesas indicam ainda um possível erro de cálculo no custo por cama, o que poderá ter distorcido a avaliação global dos montantes envolvidos. A discussão continua a decorrer entre entidades do setor.

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