- A ULS de Coimbra criou uma enfermaria de contingência dedicada aos doentes infetados com Klebsiella pneumoniae multirresistente, para segregar pacientes e evitar a propagação da bactéria.
- A medida foi tomada devido ao aumento de casos na região, levando a reforçar a higienização, o uso de equipamento de proteção individual e a monitorização contínua dos casos.
- A Klebsiella pneumoniae multirresistente pode causar infeções graves, como pneumonia, infeções do trato urinário, septicemia e infeções de feridas, sendo mais difícil o tratamento devido à resistência a diversos antibióticos.
- O diretor do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra destacou a importância da colaboração entre profissionais de saúde, da sensibilização dos doentes e da promoção de boas práticas de higiene, bem como do uso racional de antibióticos.
- A ULS de Coimbra vai manter o monitorização da situação e a implementação de medidas de prevenção e controlo de infeções para garantir a segurança de doentes, profissionais de saúde e visitantes.
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra criou uma enfermaria de contingência dedicada aos doentes infetados com uma bactéria multirresistente. A medida visa segregar os pacientes e impedir a propagação da infeção dentro dos hospitais da Universidade de Coimbra. O objetivo é proteger pacientes e profissionais de saúde.
A bactéria identificada é a Klebsiella pneumoniae multirresistente, cuja prevalência tem aumentado em unidades hospitalares nacionais, especialmente em cuidados intensivos. Esta resistência a múltiplos antibióticos complica o tratamento e pode aumentar o risco de complicações e mortalidade.
A criação da enfermaria surge após um aumento de casos na ULS de Coimbra, levando à implementação de medidas adicionais de controlo de infeções. Entre as ações estão higienização reforçada, uso de equipamentos de proteção individual e monitorização contínua dos casos.
Medidas de controlo
João Gabriel, diretor do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, sublinha a importância da colaboração entre profissionais de saúde, da sensibilização de doentes e da adopção de boas práticas de higiene. Também realça a racionalização do uso de antibióticos e campanhas de sensibilização para a resistência antimicrobiana.
A Organização Mundial da Saúde classifica a resistência antimicrobiana como uma ameaça global à saúde, exigindo ações coordenadas a nível internacional, nacional e local. A ULS de Coimbra continuará a monitorizar a situação e a adaptar medidas de prevenção.
A instituição pretende manter a segurança de pacientes, profissionais de saúde e visitantes, assegurando uma resposta rápida a novos casos da bactéria multirresistente. As informações são provenientes do comunicado do hospital e da ULS de Coimbra.
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