- A Organização Mundial de Saúde alertou para os riscos das bolsas de nicotina entre jovens e pediu aos governos medidas para travar o seu uso.
- O estudo pioneiro sobre o tema aponta que a nicotina é altamente viciante e prejudicial, especialmente para crianças e adolescentes, com impacto no desenvolvimento cerebral.
- A exposição precoce pode afectar atenção e aprendizagem, aumentar a probabilidade de dependência futura e elevar riscos cardiovasculares.
- A OMS recomenda regulação total dos produtos de tabaco e nicotina, incluindo proibição de publicidade, sabores, embalonagem padronizada com avisos de saúde e fiscalização mais rígida.
- Portugal aprovou, na semana anterior, um enquadramento legal para nicotina sem tabaco, proibindo venda a menores, fixando limites de nicotina e proibindo sabores, publicidade e venda online.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou esta sexta-feira para os riscos do consumo de bolsas de nicotina entre os jovens e pediu aos governos medidas para travar o uso. O alerta vem de um estudo dedicado a este formato de nicotina.
A OMS descreve as bolsas de nicotina como pequenas saquetas entre gengiva e lábio que liberam nicotina na mucosa bucal, com sabores, adoçantes e outros aditivos. A agência avisa que não são isentas de riscos.
A agência sublinha que a nicotina é altamente aditiva e prejudicial, sobretudo para crianças e adolescentes, com impacto potencial no desenvolvimento cerebral. A exposição precoce pode afetar atenção e aprendizagem.
O relatório analisa táticas da indústria para cativar o público jovem, as quais visam normalizar o consumo e reduzir a perceção dos riscos. Exemplos incluem embalagens que imitam doces e sabores atrativos.
Entre as medidas sugeridas pela OMS estão a regulação de todos os produtos de tabaco e nicotina, a proibição de publicidade e patrocínios, nomeadamente nas redes sociais.
Sugere-se também a restrição ou eliminação de sabores, embalagens uniformizadas com avisos de saúde, limitação de nicotina, tributação e fiscalização reforçada das estratégias da indústria.
Segundo a OMS, apenas 16 países proibem a venda de bolsas de nicotina, enquanto 32 regulam o consumo de alguma forma, restringindo sabores, venda a menores ou publicidade.
Na semana passada, Portugal aprovou uma lei para enquadrar a comercialização de nicotina sem tabaco, incluindo bolsas de nicotina, com proibição de venda a menores e limites máximos de nicotina.
O diploma autoriza o Governo a regular fabrico, comercialização, rotulagem, publicidade e fiscalização, destacando a eliminação de sabores, proibição de venda online e um regime sancionatório eficaz.
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